Letra de Um Bagual Corcoveador - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Arrasta Pé no Rincão
02
Gaudério e Chineiro
03
Campeando Gaitaço
04
Galpão do Caburé
05
Pra Conhecer Bugio
06
Marcas do Tempo
07
Farrancho Missioneiro
08
Me Vou Pra Vanera
09
Um Bagual Corcoveador
10
Touro Pintado
11
Na Neguinha
12
Chinoca Teimosa / Não Deu Pra Te Esquecer
13
Fandango em Soledade
14
Amada Parceira
15
Canção de Amor e Pampa
16
O Rio Grande Tem Tudo
17
Ainda Existe Um Lugar
18
Decorando o Nome das Queridas Só Me Atrapalho Com o Nome dos Piás
19
Volta Guria
20
Mateando Com a Solidão
21
Pilchas
22
Bailanta e Carpeta
23
As Razões do Boca Braba
24
Amor Meu
25
Som Campeiro
26
Cruzando Serra E Fronteira
Um Bagual Corcoveador
A tropa vinha estendida
Pastando no corredor
Eu empurrava culatra
E também fazia fiador
Num bagual gordo e delgado
Arisco e corcoveador
Que se assustava da estaca
E da sombra do maneador
É brabo a vida de um taura
Que só trabalha de peão
Nisso uma lebre dispara
Debaixo de um macegão
Meu pingo só deu um coice
Escondendo a cara nas mãos
Saiu sacudindo o toso
E cravou o focinho no chão
Tentei levantar no freio
Mas era tarde demais
Eu vi uma poeira fina
Formando nuvens para trás
Berrando se foi a cerca
E cruzou pro lado de lá
Parecia uma tormenta
Cruzando em maçambará
Se enganchava nas esporas
Sobre a volta do pescoço
Cortando couro com pêlo
E tirando lascas de osso
Naquele inferno danado
“bombiei” pro meu cebolão
Regulava quatro e pico
Numa tarde de verão
Senti a força do vento
Me arrancando dos arreios
E aquele bicho parecia
Que ia se rasgar no meio
Deixei manso e de confiança
Montaria de patrão
Pois honro o nome que carrego
Me orgulho de ser peão
Pastando no corredor
Eu empurrava culatra
E também fazia fiador
Num bagual gordo e delgado
Arisco e corcoveador
Que se assustava da estaca
E da sombra do maneador
É brabo a vida de um taura
Que só trabalha de peão
Nisso uma lebre dispara
Debaixo de um macegão
Meu pingo só deu um coice
Escondendo a cara nas mãos
Saiu sacudindo o toso
E cravou o focinho no chão
Tentei levantar no freio
Mas era tarde demais
Eu vi uma poeira fina
Formando nuvens para trás
Berrando se foi a cerca
E cruzou pro lado de lá
Parecia uma tormenta
Cruzando em maçambará
Se enganchava nas esporas
Sobre a volta do pescoço
Cortando couro com pêlo
E tirando lascas de osso
Naquele inferno danado
“bombiei” pro meu cebolão
Regulava quatro e pico
Numa tarde de verão
Senti a força do vento
Me arrancando dos arreios
E aquele bicho parecia
Que ia se rasgar no meio
Deixei manso e de confiança
Montaria de patrão
Pois honro o nome que carrego
Me orgulho de ser peão