Letra de Despetalada - Luiz Carlos Borges
Disco A
01
Portal
02
Poema da Prenda Nova
03
Devaneio
04
Canção de Sabão
05
Para Moça Rosa
06
Romance do Pingo D'Água
07
Romance de Pena Larga
08
Intermezzo de Rosa
09
Roamance de Rosa Plena
10
O Cravo Brigou com a Rosa
11
Despetalada
12
Um Tango Castiga Rosa
13
Transição
14
Milonga Pra Puta Rosaura
15
Flagrantes
16
Epitáfio
17
Ressurreição
Despetalada
Tem quarto, dona isolina?
A rosa, mas quem diria
É pra ver, dona isolina
Então voltou a ser china?
E seu amigo brigaram?
Brigamos. me pôs pra rua
Cortou-me a carne e as asas
E a mim, agora, o que resta
Se não voltar pras casas?
Tinha quarto para a rosa
No cabaré da isolina
Cama, bidê e bacia
Mais a lâmpada azulada
Uma flor despetalada
Na ponta magra de um fio.
Rosa pendura nos pregos
Seus restos de amigação
Salvados de seus naufrágio
De corpo e de coração
Suas rendas e seus risos
Anéis, berloques de guisos
Lembranças de deserança
Queimando como tições
Vinte anos de cansaços
Se estiram sobre o lençol
Onde manchas pardacentas
São como escarros de sol
Nunca digas dessa água
Não beberei. vem o dia
E rosa o vive morrendo
Em que um esgoto escorrendo
Sabe a puros de cacimba
A rosa, mas quem diria
É pra ver, dona isolina
Então voltou a ser china?
E seu amigo brigaram?
Brigamos. me pôs pra rua
Cortou-me a carne e as asas
E a mim, agora, o que resta
Se não voltar pras casas?
Tinha quarto para a rosa
No cabaré da isolina
Cama, bidê e bacia
Mais a lâmpada azulada
Uma flor despetalada
Na ponta magra de um fio.
Rosa pendura nos pregos
Seus restos de amigação
Salvados de seus naufrágio
De corpo e de coração
Suas rendas e seus risos
Anéis, berloques de guisos
Lembranças de deserança
Queimando como tições
Vinte anos de cansaços
Se estiram sobre o lençol
Onde manchas pardacentas
São como escarros de sol
Nunca digas dessa água
Não beberei. vem o dia
E rosa o vive morrendo
Em que um esgoto escorrendo
Sabe a puros de cacimba