Letra de Intermezzo de Rosa - Luiz Carlos Borges
Disco A
01
Portal
02
Poema da Prenda Nova
03
Devaneio
04
Canção de Sabão
05
Para Moça Rosa
06
Romance do Pingo D'Água
07
Romance de Pena Larga
08
Intermezzo de Rosa
09
Roamance de Rosa Plena
10
O Cravo Brigou com a Rosa
11
Despetalada
12
Um Tango Castiga Rosa
13
Transição
14
Milonga Pra Puta Rosaura
15
Flagrantes
16
Epitáfio
17
Ressurreição
Intermezzo de Rosa
Rosa de carnes maduras
Na mais lindice de si
Sonho e cama inalcançados
Pelo bolso de trocados
De campeiros e guris
Rosa de riso aferido
Por quilates de anéis
Vagalumeando o apelido
"rosa quinhentos mil réis"
A de poucos escolhidos
Doutores e bacharéis
De nome e plata fornidos
E na cancha dos sentidos
Potranca de coronéis
Seu beijo por um champanhe
Por um perfume francês
Para os lençóis o eleito
Um por noite, cada vez
Champanhe, perfume e macho
Trindade do mesmo cacho
Falsificados os três
Cruzam borrachos na noite
Com seu cadeados de dedos
A encarceirar-lhe segredos
De antepassadas sabenças
Esta enxerida o que pensa?
Quem te viu e quem te vê
Sedas, rendas e purpurina
Mas ainda a mesma china
Nas entranhas de você
A inveja rói-lhe a estampa
E olho grosso a corrói
Alerta, rosa se benze
Contra a lança do despeito
Que sente roçar-lhe o peito
E sem que a fira, lhe dói
Bate o relógio na sala
São horas do coronel
Bate o relógio na sala
São horas do coronel
Seu dia, e rosa se aflita
Ai que com outro lhe apanhe
Quebra-luz, taça e champanhe
Alma de angústias e fel!
Na mais lindice de si
Sonho e cama inalcançados
Pelo bolso de trocados
De campeiros e guris
Rosa de riso aferido
Por quilates de anéis
Vagalumeando o apelido
"rosa quinhentos mil réis"
A de poucos escolhidos
Doutores e bacharéis
De nome e plata fornidos
E na cancha dos sentidos
Potranca de coronéis
Seu beijo por um champanhe
Por um perfume francês
Para os lençóis o eleito
Um por noite, cada vez
Champanhe, perfume e macho
Trindade do mesmo cacho
Falsificados os três
Cruzam borrachos na noite
Com seu cadeados de dedos
A encarceirar-lhe segredos
De antepassadas sabenças
Esta enxerida o que pensa?
Quem te viu e quem te vê
Sedas, rendas e purpurina
Mas ainda a mesma china
Nas entranhas de você
A inveja rói-lhe a estampa
E olho grosso a corrói
Alerta, rosa se benze
Contra a lança do despeito
Que sente roçar-lhe o peito
E sem que a fira, lhe dói
Bate o relógio na sala
São horas do coronel
Bate o relógio na sala
São horas do coronel
Seu dia, e rosa se aflita
Ai que com outro lhe apanhe
Quebra-luz, taça e champanhe
Alma de angústias e fel!