Letra de Romance de Pena Larga - Luiz Carlos Borges
Disco A
01
Portal
02
Poema da Prenda Nova
03
Devaneio
04
Canção de Sabão
05
Para Moça Rosa
06
Romance do Pingo D'Água
07
Romance de Pena Larga
08
Intermezzo de Rosa
09
Roamance de Rosa Plena
10
O Cravo Brigou com a Rosa
11
Despetalada
12
Um Tango Castiga Rosa
13
Transição
14
Milonga Pra Puta Rosaura
15
Flagrantes
16
Epitáfio
17
Ressurreição
Romance de Pena Larga
A uns diz que foi o noivo
A outros que o primo foi
Mas fosse o primo ou o noivo
Fosse o destino ou a vida
Pobre menina perdida
Já ninguém te salvará
Olhar pisado da noite
Mal amada e mal dormida
Pobre menina perdida
Tua infância onde andará?
Porque tão rosa, tão moça
Mocita, mas quem dirá?
No teu destino de china
Quem vai saber da menina
Que dentro de ti está?
- vamos bailá vagabunda
Qualquer borracho te afronta
Mas desde que pague a conta
Pode ofender quanto queira
E vais bailando a vaneira
Conforme manda o compasso
Tanta leveza no passo
No coração quanto peso
Rancho comum de andarengos
A ninguém negas pousada
Sombra de beira de estrada
Onde o que chega sesteia
Cacimba de água toldada
Saciando até a fartura
Quem não pode em água pura
Saciar a sede que tinha
Mas a tua própria sede
Quem sabe? quem adivinha?
A outros que o primo foi
Mas fosse o primo ou o noivo
Fosse o destino ou a vida
Pobre menina perdida
Já ninguém te salvará
Olhar pisado da noite
Mal amada e mal dormida
Pobre menina perdida
Tua infância onde andará?
Porque tão rosa, tão moça
Mocita, mas quem dirá?
No teu destino de china
Quem vai saber da menina
Que dentro de ti está?
- vamos bailá vagabunda
Qualquer borracho te afronta
Mas desde que pague a conta
Pode ofender quanto queira
E vais bailando a vaneira
Conforme manda o compasso
Tanta leveza no passo
No coração quanto peso
Rancho comum de andarengos
A ninguém negas pousada
Sombra de beira de estrada
Onde o que chega sesteia
Cacimba de água toldada
Saciando até a fartura
Quem não pode em água pura
Saciar a sede que tinha
Mas a tua própria sede
Quem sabe? quem adivinha?