Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

As Festas da Gringalhada

Júlio Cézar Leonardi · Passando a História a Limpo · Marcha

Capa de Passando a História a Limpo
Júlio Cézar Leonardi

As Festas da Gringalhada

Passando a História a Limpo · 2019
Letra: Júlio Cézar Leonardi Música: Júlio Cézar Leonardi “Esta é mais uma homenagem aos descendentes de italianos espalhados por este Brasil” Late a cuscada, faz aquela barulheira, chegou gente na porteira, e o nono não ouve nada; a parentada entra na porta dos fundos, e um papagaio abelhudo diz “bom dia” pra gringada; “sentem nos bancos”, já vai avisando a nona, “que é do cusco a poltrona e dos gatos as cadeiras”; “fasta”a fruteira, abre espaço, põe a toalha, pega dominó e baralho e já começa a brincadeira. É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi; é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi; é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi; é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi. Dê-lhe gritedo da piazada, em algazarra, quase atrapalhando a farra de sanfona e cantoria; nessa alegria, grita a nona, em alvoroço: “Se abanquem para o almoço, porquê já é meio-dia!” e vem a nona, enchendo a mesa de panela, cantando “La Verdinella”, traz fortalha e macarrão, polenta e pão, pastel de “abóbra” e buchada, vinho e cuca recheada e uma sopa de feijão. É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi; é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi; é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi; é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi. “E depois de toda aquela comilança, ainda tem um docinho, de sobremesa.“ Depois da bóia, arroz-doce e ambrosia, bergamota e ameixinha do pomar lá do quintal, bolo e mingau, batata-doce, abacate, e ainda tem pipoca e mate, e um sagu, pra arrematar; lá pelas tantas, nono e nona bocejando, tá na hora de ir andando, dar sossego pr’essa gente; cada parente leva uma sacola cheia com o que sobrou da ceia, todo mundo sai contente. É desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi; é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi; é desse jeito as festas da gringalhada, não tô inventando nada, só contando o que eu já vi; é bem assim o jeitão dessa gringada, não tô estranhando nada, tudo isso eu já vivi.
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