Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

Compadre Velho

Júlio Cézar Leonardi · Passando a História a Limpo · Vanera

Capa de Passando a História a Limpo
Júlio Cézar Leonardi

Compadre Velho

Passando a História a Limpo · 2019
Letra: Aldo Couto Gonçalves Música: Júlio Cézar Leonardi Compadre velho, quanto tempo, meu amigo... preciso falar contigo, pra saber das novidades; cá na campanha, vou na lida feito louco, não me agrado nem um pouco nessas coisas da cidade; compadre velho, levo a vida campeira, bem pachola e bem faceiro, com a mulher e a gurizada, domando potro abagualado, na mangueira, pras tardes de domingueira fuzilar na carreirada; domando potro abagualado, na mangueira, pras tardes de domingueira fuzilar na carreirada. Quanta saudade neste amargo chimarrão, meu compadre, meu irmão, nunca esqueço de ti; a qualquer hora, tô chegando, companheiro, quero rever os parceiros que deixei quando parti; quanta saudade neste amargo chimarrão, meu compadre, meu irmão, nunca esqueço de ti; a qualquer hora, tô chegando, companheiro, quero rever os parceiros que deixei quando parti. Compadre velho, vou abrindo o coração: escrevi esta canção para ti, meu grande amigo; coisa esquisita essa tal modernidade... com tanta facilidade, quase não falo contigo; se escrevia uma cartinha antigamente, pra falar com algum vivente, era um gesto de amizade; ficava louco de faceiro quando abria o envelope e recebia as notícias do compadre; ficava louco de faceiro quando abria o envelope e recebia as notícias do compadre. Quanta saudade neste amargo chimarrão, meu compadre, meu irmão, nunca esqueço de ti; a qualquer hora, tô chegando, companheiro, quero rever os parceiros que deixei quando parti; quanta saudade neste amargo chimarrão, meu compadre, meu irmão, nunca esqueço de ti; a qualquer hora, tô chegando, companheiro, quero rever os parceiros que deixei quando parti. Compadre velho, quase morro de saudade da nossa velha amizade, dos tempos de pescaria; quando folgava, reunia a gurizada; não era festa nem nada, só uma prosa de alegria; amigo velho, no aconchego do meu rancho, eu canto que me desmancho, lembrando a companheirada; tenho certeza que tu não perdeu a trilha desta pátria farroupilha, tua gente abençoada; tenho certeza que tu não perdeu a trilha desta pátria farroupilha, tua gente abençoada. Quanta saudade neste amargo chimarrão, meu compadre, meu irmão, nunca esqueço de ti; a qualquer hora, tô chegando, companheiro, quero rever os parceiros que deixei quando parti; quanta saudade neste amargo chimarrão, meu compadre, meu irmão, nunca esqueço de ti; a qualquer hora, tô chegando, companheiro, quero rever os parceiros que deixei quando parti.
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