Letra de Pilares - Osvaldir e Carlos Magrão
Disco A
01
Versos, Guitarra e Caminho
02
Porque Nasci Aqui
03
Mocinho Aventureiro
04
Velho Rio Grande
05
Desassossegos
06
Prece
07
Herdeiro da Pampa Pobre
08
Entrando no MBororé
09
Um Pito
10
O Cincerro Vai Batendo
11
A Trote
12
Xucros Desejos
13
Pilares
14
Vida de Cabelos Brancos
15
Paraguaíta
16
Querência Amada
Disco B
01
Cantando Minha Palmeira
02
Tetinha
03
A Patroa Tá Dando Choque
04
Outras Fronteiras
05
Sangue de Gaúcho
06
Adeus Mariana
07
Espero Ser Feliz
08
Roda de Chimarrão
09
Homenagem
10
Tradição Gaúcha
11
Lago Verde e Azul
12
Nós
13
Herança Nativa (part. Joel Marques)
14
Gaúcho Amigo
15
Tempero de Amor
16
Gaúchos
Pilares
Senhor dos céus e da terra, fonte do afeto mais puro!
Perdão, se só te procuro quando me encontro em desgraça!
Mas reconduz nossa raça aos valores do início,
Para que o teu sacrifício não tenha sido de graça!
Pai, vim conhecer tua morada;
Me renovar na tua proteção;
Vim seguindo os teus passos pela estrada,
Co’a alma no olhar, chapéu na mão.
Meu sangue tem o sangue dos caudilhos;
Meu mundo foi o lombo de um cavalo!
Mas esse mundo novo é o dos meus filhos
E, sendo pai, bem sabes do que falo.
O homem, por ser livre, criou asas
E fez da liberdade uma prisão;
‘ tá tudo errado pai, caiu a casa!
Por isso eu vim te abrir meu coração.
Refrão
Me ajuda, pai! quero criar meus filhos
Do jeito que meu pai criou a mim!
Me ensina a vencer tantos empecilhos
E acreditar no certo, até o fim!
Que a força da verdade ainda vale
Do jeito que valia lá de onde eu vim!
Pois temo que meu filho, um dia, fale:
Verdades mudam, pai, não é assim!
Tentei falar do amor e do respeito;
Do tempo em que se amava uma vez só;
Disseram que revisse os meus conceitos
Pois tudo o que está velho vira pó.
Vejo meninas moças se vendendo,
Já cegas pelo brilho dos anéis!
Casamentos de amigos se perdendo
Jogados pelo ralo dos motéis!
Não deixa, pai, que caiam os pilares!
Os poucos que ainda estão de pé;
Lá fora, a droga ronda nossos lares;
E eu vim aqui pra não perder a fé!
Refrão (bis da 2ª parte)
Perdão, se só te procuro quando me encontro em desgraça!
Mas reconduz nossa raça aos valores do início,
Para que o teu sacrifício não tenha sido de graça!
Pai, vim conhecer tua morada;
Me renovar na tua proteção;
Vim seguindo os teus passos pela estrada,
Co’a alma no olhar, chapéu na mão.
Meu sangue tem o sangue dos caudilhos;
Meu mundo foi o lombo de um cavalo!
Mas esse mundo novo é o dos meus filhos
E, sendo pai, bem sabes do que falo.
O homem, por ser livre, criou asas
E fez da liberdade uma prisão;
‘ tá tudo errado pai, caiu a casa!
Por isso eu vim te abrir meu coração.
Refrão
Me ajuda, pai! quero criar meus filhos
Do jeito que meu pai criou a mim!
Me ensina a vencer tantos empecilhos
E acreditar no certo, até o fim!
Que a força da verdade ainda vale
Do jeito que valia lá de onde eu vim!
Pois temo que meu filho, um dia, fale:
Verdades mudam, pai, não é assim!
Tentei falar do amor e do respeito;
Do tempo em que se amava uma vez só;
Disseram que revisse os meus conceitos
Pois tudo o que está velho vira pó.
Vejo meninas moças se vendendo,
Já cegas pelo brilho dos anéis!
Casamentos de amigos se perdendo
Jogados pelo ralo dos motéis!
Não deixa, pai, que caiam os pilares!
Os poucos que ainda estão de pé;
Lá fora, a droga ronda nossos lares;
E eu vim aqui pra não perder a fé!
Refrão (bis da 2ª parte)