Letra de Manada - Mauro Moraes
Mauro Moraes
CD Manada 2006
Disco A
01
De Violão e Gaita
02
A Cusco e a Mangaço
03
Lá de Fora
04
Na Boca do Brete
05
Mouro Negro
06
Estância do Pessegueiro
07
Laço, Cucharra e Grito
08
Numa Volteada Campeira
09
Fronteira Seca
10
Estancieiro
11
Com a Lida ao Tranco
12
De Vida e Tanto
13
Aprendizado
14
Gineteada de Basto
15
Cascoteado
16
Mango de Bico e Bota
17
Manada
Manada
A primavera gaúcha
Estende um manto de flores,
Alvoroçando os amores
Da pampa continentina...
Brilham sorrisos de china
nos ranchos e nas ramadas
E ao longo das invernadas
A eguada troca de clina!
"Inté" um galo franzino
Floreia o bico entonado
num contra canto pra o gado
Um touro berra escarvando...
E assim como que chamando
Uma ponta de vaquilhona
Dos baixos duma cordeona
Um sol se vai resmungando!
E o bicharedo silvestre
Neste ciclo se adocica;
O mulito com a mulita,
E o tatu busca a tatua,
E desta rima mais crua
Desculpem a ignorância
Mas eu sei que lá na estância,
o xirú chama a xirua!
E um borreguito apurado
Recém botando os dois dentes
Já se para inpertinente
Nas ovelhas do potreiro...
Não te apura, meu parceiro,
Que tua estrada é noutro rumo
Tú ficaste pra consumo,
E o rebanho é só em janeiro!
É primavera, senhores,
E mais linda não poderia,
Madura potras pra cria
Neste ritual macanudo...
E o meu Rio Grande clinudo
Se completa nas manadas
A onde guincha a eguada
Pelas Guascas dos cuiudo!
Estende um manto de flores,
Alvoroçando os amores
Da pampa continentina...
Brilham sorrisos de china
nos ranchos e nas ramadas
E ao longo das invernadas
A eguada troca de clina!
"Inté" um galo franzino
Floreia o bico entonado
num contra canto pra o gado
Um touro berra escarvando...
E assim como que chamando
Uma ponta de vaquilhona
Dos baixos duma cordeona
Um sol se vai resmungando!
E o bicharedo silvestre
Neste ciclo se adocica;
O mulito com a mulita,
E o tatu busca a tatua,
E desta rima mais crua
Desculpem a ignorância
Mas eu sei que lá na estância,
o xirú chama a xirua!
E um borreguito apurado
Recém botando os dois dentes
Já se para inpertinente
Nas ovelhas do potreiro...
Não te apura, meu parceiro,
Que tua estrada é noutro rumo
Tú ficaste pra consumo,
E o rebanho é só em janeiro!
É primavera, senhores,
E mais linda não poderia,
Madura potras pra cria
Neste ritual macanudo...
E o meu Rio Grande clinudo
Se completa nas manadas
A onde guincha a eguada
Pelas Guascas dos cuiudo!