Letra de Na Hora do Mate - Jorge Freitas

Na Hora do Mate

Cansado de estrada e da vida cigana
Que a sorte mundana reservou pra mim,
Juntei uns trocados da lida tirana
E ergui o meu rancho, de barro e capim;
E é onde me sento, já de mate feito,
Pois, pra ser perfeito, tem que ser assim,
Pra aquecer a alma no sol que ainda arde
E olhar a tarde tranqueando pra o fim.

Refrão
Na hora do mate, refaço caminhos
Que o tempo daninho teima em apagar;
E, ao sabor do mate, repasso lembranças,
Renovo esperanças pra, de novo, andar!
E, quem sabe, um dia, nesse beijo amargo,
A morte, “a lo largo”, me encontre a matear
E eu vire uma estrela que, no céu, se estampa
Para olhar a pampa’a dormir e sonhar?


Elevo, em silêncio, em meio à quietude,
A prece dos rudes ao patrão dos pais;
Pra quem tem um pingo, um rancho e saúde,
Nem é atitude querer muito mais;
Mas peço que, um dia, meu rancho se cubra
De uma luz tão rubra quanto o sol que vai,
E o amor se faça, num colo moreno,
De suor e sereno da noite que cai.


Refrão (bis)

...
Expressões Regionais nesta letra

Mais álbuns de Jorge Freitas

Capa do álbum Motivos de Campo
CD 2009
Jorge Freitas
Motivos de Campo
Capa do álbum Recuerdos Costeiros
CD 1997
Jorge Freitas
Recuerdos Costeiros
Capa do álbum Bem Missioneiro
CD 2003
Jorge Freitas
Bem Missioneiro
Capa do álbum Firmando o Garrão
CD 2005
Jorge Freitas
Firmando o Garrão
Capa do álbum Jorge Freitas Ao Vivo
DVD 2006
Jorge Freitas
Jorge Freitas Ao Vivo