Letra de Querência Vazia - Pepeu Gonçalves
Disco A
01
Ah! Meu Rio Grande!
02
Bamo Batê Pata
03
Em Cada Nova Recolhida
04
Jeitão de Gaúcho
05
Mais Um De Bombacha
06
Meu Aba Larga
07
Na Estopa Do Avental
08
Quando Se Vai Um Cavalo
09
Querência Vazia
10
Romance da Gordinha
11
Só Pra Me Enterte
12
Tá Pro Gramado
13
Tocando a Vida Por Diante
14
Um Canto à Égua Madrinha
Querência Vazia
Letra:Léo Ribeiro
Música: João Sartune
A brisa que abana o pala é aquela mesma
Que foi repontar aguadas no chovedor
Meu zaino apura o passo rumando o rancho
Na pressa de quem retorna pro seu amor
Não sabe que mi'a querência está vazia
Que não apeio no campo pra levar flor,
Que a espera com mate pronto e o beijo doce
É muito pra lida rude de um domador.
Por isso é que saio a esmo, taureando o frio,
Levando o meu carinho prestas paisanas
E mesmo sempre rodeado nos rancherios
Eu lembro dos verdes olhos da mia serrana.
As coplas que vou cantando no corredor
Emponcham velhos recuerdos de um tempo lindo
Depois de levar uns grampos pro alambrador
Me vou preparar as pilchas preste domingo
Meu deus como fica triste esse tal outono
Quando a gente repara que está solito
As noites ficam compridas pra pouco sono
E o dia vem carregado no seu tranquito
Eu hoje estava pensando em dar um rumo
Na função de quebrar queixo a vida inteira
Talvez eu arrume uns pilas sem me judiar
Chibeando pelas barrancas lá da fronteira
Qual nada pois se nasci pra ventania
Vou morrer dobrando as copas dos pinheirais
E se hoje a minha querência está vazia
Quem sabe daqui a pouquito não esteja mais.
Música: João Sartune
A brisa que abana o pala é aquela mesma
Que foi repontar aguadas no chovedor
Meu zaino apura o passo rumando o rancho
Na pressa de quem retorna pro seu amor
Não sabe que mi'a querência está vazia
Que não apeio no campo pra levar flor,
Que a espera com mate pronto e o beijo doce
É muito pra lida rude de um domador.
Por isso é que saio a esmo, taureando o frio,
Levando o meu carinho prestas paisanas
E mesmo sempre rodeado nos rancherios
Eu lembro dos verdes olhos da mia serrana.
As coplas que vou cantando no corredor
Emponcham velhos recuerdos de um tempo lindo
Depois de levar uns grampos pro alambrador
Me vou preparar as pilchas preste domingo
Meu deus como fica triste esse tal outono
Quando a gente repara que está solito
As noites ficam compridas pra pouco sono
E o dia vem carregado no seu tranquito
Eu hoje estava pensando em dar um rumo
Na função de quebrar queixo a vida inteira
Talvez eu arrume uns pilas sem me judiar
Chibeando pelas barrancas lá da fronteira
Qual nada pois se nasci pra ventania
Vou morrer dobrando as copas dos pinheirais
E se hoje a minha querência está vazia
Quem sabe daqui a pouquito não esteja mais.