Letra de Em Cada Nova Recolhida - Pepeu Gonçalves
Disco A
01
Ah! Meu Rio Grande!
02
Bamo Batê Pata
03
Em Cada Nova Recolhida
04
Jeitão de Gaúcho
05
Mais Um De Bombacha
06
Meu Aba Larga
07
Na Estopa Do Avental
08
Quando Se Vai Um Cavalo
09
Querência Vazia
10
Romance da Gordinha
11
Só Pra Me Enterte
12
Tá Pro Gramado
13
Tocando a Vida Por Diante
14
Um Canto à Égua Madrinha
Em Cada Nova Recolhida
Letra: Rodrigo Bauer
Música: Marcello Caminha
Éguas gateadas bem formadas na mangueira
a recolhida veio cedo da invernada
e a melodia das esporas cantadeiras
vai acendendo o que restou da madrugada
A cuia guarda os meus segredos mal dormidos
junto à chaleira ao pé do fogo recostada
e o mate sonha nos meus sonhos distraidos
quando se deixa com a erva já lavada
Sobre os arreios meu viver se perpetua
e enchergo a alma da querência galponeira
num joão-barreiro que chegou há muitas luas
e ergueu seu rancho no palanque da porteira
Talvez por isso em cada nova recolhida
dentre a mangueira neste velho ritual
junto comigo no tenteio desta lida
sinto o Rio Grande agarradito no buçal
Quando o rebanho vem na dobra da coxilha
trazendo os velos invernais para a estação
mal comparando vejo nuvens andarilhas
que se perderam do horizonte para o chão
E o céu campeiro que acordou meio nublado
sangrando o dia para as luzes do arrebol
em pouco tempo foi ficando pelechado
e abriu porteiras para o vento e para o sol
A vaca esconde a cria nova na macega
e eu vejo a vida que renasce no capim
o atavismo que não morre e não se entrega
num touro pampa afiando a guampa num cupim
Música: Marcello Caminha
Éguas gateadas bem formadas na mangueira
a recolhida veio cedo da invernada
e a melodia das esporas cantadeiras
vai acendendo o que restou da madrugada
A cuia guarda os meus segredos mal dormidos
junto à chaleira ao pé do fogo recostada
e o mate sonha nos meus sonhos distraidos
quando se deixa com a erva já lavada
Sobre os arreios meu viver se perpetua
e enchergo a alma da querência galponeira
num joão-barreiro que chegou há muitas luas
e ergueu seu rancho no palanque da porteira
Talvez por isso em cada nova recolhida
dentre a mangueira neste velho ritual
junto comigo no tenteio desta lida
sinto o Rio Grande agarradito no buçal
Quando o rebanho vem na dobra da coxilha
trazendo os velos invernais para a estação
mal comparando vejo nuvens andarilhas
que se perderam do horizonte para o chão
E o céu campeiro que acordou meio nublado
sangrando o dia para as luzes do arrebol
em pouco tempo foi ficando pelechado
e abriu porteiras para o vento e para o sol
A vaca esconde a cria nova na macega
e eu vejo a vida que renasce no capim
o atavismo que não morre e não se entrega
num touro pampa afiando a guampa num cupim