Letra de O Rio e Eu - Clóvis Mendes

O Rio e Eu

(Mário Barros)

Ao ver o rio correr bravio, me perguntei
Por onde andam essas águas mal domadas
Eu sei que, às vezes, são serenas como asas
E às vezes tensas como potros em debandadas

Ser como o rio me faz pensar num pago novo
Andar e andar, sem ter licença e nem fronteiras
Poder cruzar terras sem donos ou proibidas
Vagar solito, ser remanso ou corredeiras

Vestir a luz do sol em tons de colorado
E murmurar uma cantiga à luz da lua
Abrir os braços em abraços caborteiros
Ao afagar o ventre da pampa xirua

Vou com o rio, sem ter desejo de voltar
Sem vacilar, seguindo o rumo que ele mande
Talvez, um dia, eu seja água em branca espuma
Jorrando livre no vazio de um salto grande

Mais álbuns de Clóvis Mendes

Capa do álbum Canto Nativo - Embalagem Especial
CD 2011
Clóvis Mendes
Canto Nativo - Embalagem Especial
Capa do álbum Balseiros do Rio Uruguai
CD 2009
Clóvis Mendes
Balseiros do Rio Uruguai
Capa do álbum Meu Universo
CD 2013
Clóvis Mendes
Meu Universo
Capa do álbum Auroras do Tempo - Com Compadre Lagoa
CD 2006
Clóvis Mendes
Auroras do Tempo - Com Compadre Lagoa
Capa do álbum Do Rio Grande Antigo
CD 2005
Clóvis Mendes
Do Rio Grande Antigo
Capa do álbum Lamento Costeiro
CD 2002
Clóvis Mendes
Lamento Costeiro
Capa do álbum Alma Gaúcha
CD 2000
Clóvis Mendes
Alma Gaúcha