Letra de Um Taura da Templa Antiga - Baitaca
Disco A
01
Campeiro Não Tem Enfeite
02
Prevendo o Futuro
03
Estampa Galponeira
04
Pinto Coió
05
Lamento de um Gaúcho
06
Abraçando o Rio Grande
07
Visita Pra um Amigo
08
Saudando Nossa Senhora
09
Seu Doutor Que Vida Braba
10
Um Taura da Templa Antiga
11
Ninguém é Mais Que Ninguém
12
Os Costumes da Estância
13
Palanqueando o Passado
Um Taura da Templa Antiga
Trago na alma a marca do nosso xucrismo
Tenho cultura e civismo por isso a voz eu levanto
Sou missioneiro e das tradições eu não me afasto
Mas trago cheiro do pasto nos xucros versos que canto
Destramelei a memória e abri a cancela do peito
Sou xucro e não uso enfeite, eu não nasci pra anda enfeitado
Apenas peão desgarrado pelos caminhos do pampa
Oiando para minha estampa tão enxergando o passado
A maioria querem bancar o moderno
Eu sou tromqueira de cerno
Sigo taureano e não mudo
Não faço conta e deixo que se esgualepe
Pito um balre e danço um RAP
E eu campo verso cuiudo
Eu canto de peito aberto
Pro meu Rio Grande querido
Acho até que fui parido perto de um fogo de chão
Desdobro a vida de peão
Como um carteio de truco
E meus versos são mais xucros
Que baba de redomão.
Chapéu tapeado de bombacha arrebangada
Levanto de madrugada pra tomar meu chimarrão
Sou templa antiga e esteio do novos tempos
Meu verso serve de exemplo para a futura geração
Vivo tropeando a esperança deste meu pampa sulino
Canta verso é meu destino e minha voz não se encerra
Pra mim não cantar minha terra
É só que me entreve a língua
Ou talvez eu morra a míngua
Num entrevero de guerra.
Tenho cultura e civismo por isso a voz eu levanto
Sou missioneiro e das tradições eu não me afasto
Mas trago cheiro do pasto nos xucros versos que canto
Destramelei a memória e abri a cancela do peito
Sou xucro e não uso enfeite, eu não nasci pra anda enfeitado
Apenas peão desgarrado pelos caminhos do pampa
Oiando para minha estampa tão enxergando o passado
A maioria querem bancar o moderno
Eu sou tromqueira de cerno
Sigo taureano e não mudo
Não faço conta e deixo que se esgualepe
Pito um balre e danço um RAP
E eu campo verso cuiudo
Eu canto de peito aberto
Pro meu Rio Grande querido
Acho até que fui parido perto de um fogo de chão
Desdobro a vida de peão
Como um carteio de truco
E meus versos são mais xucros
Que baba de redomão.
Chapéu tapeado de bombacha arrebangada
Levanto de madrugada pra tomar meu chimarrão
Sou templa antiga e esteio do novos tempos
Meu verso serve de exemplo para a futura geração
Vivo tropeando a esperança deste meu pampa sulino
Canta verso é meu destino e minha voz não se encerra
Pra mim não cantar minha terra
É só que me entreve a língua
Ou talvez eu morra a míngua
Num entrevero de guerra.