Letra de Lamento de um Gaúcho - Baitaca
Disco A
01
Campeiro Não Tem Enfeite
02
Prevendo o Futuro
03
Estampa Galponeira
04
Pinto Coió
05
Lamento de um Gaúcho
06
Abraçando o Rio Grande
07
Visita Pra um Amigo
08
Saudando Nossa Senhora
09
Seu Doutor Que Vida Braba
10
Um Taura da Templa Antiga
11
Ninguém é Mais Que Ninguém
12
Os Costumes da Estância
13
Palanqueando o Passado
Lamento de um Gaúcho
O que que foi o meu Rio Grande o que que foi?
O que que foi o nosso povo está mudando
Há muito tempo nem vejo o berro do boi
E nem tampouco uma potrada relinchando
Nunca mais vi na frente de uma estância
Um potro xucro e aporreado corcoviando
Nosso ginete pra domar um bagual criado
Soqueteia no costado e dois campeiro amadrinhando
Nosso ginete pra domar um bagual criado
Soqueteia no costado e dois campeiro amadrinhando
(Se foi o tempo que atirava os cargos pra cima do lombo
E só tinha os cachorro de parceiro, tchê)
Já não sai mais os nossos bailes de galpão
Que o índio guasca dançava até a madrugada
Abandonaram o velho fogo de chão
E o chiado da chaleira enfumaçada
Já não escuto uma cordeona de botão
E uma voz xucra de uma garganta afinada
E a juventude que tão dobrando o larcato
Só querem dançar em boate e esquecem da campereada
E a juventude que tão dobrando o larcato
Só querem dançar em boate e esquecem da campereada
Trocaram a gaita pelo teclado rabeca
Eu embrabeço e cada vez mais engrosso
Pelo magrinho corcoviando em discoteca
Pulam pra cima e acham que entendem do tróço
Sofro nos queixo por mim que isso leve a breca
Por meu Rio Grande sempre fiz mais do que eu posso
E até bandinha já tão tocando em mateada
E eu soco o toco da espada e vou defendendo o que é nosso
E até bandinha já tão tocando em mateada
E eu soco o toco da espada e vou defendendo o que é nosso
(Pra todo o taura da pura cepa, que usa bombacha larga
E chapéu grande na cabeça
Que continuem mantendo nossa tradição véia
Bata no peito e se orgulhe ser do Rio Grande, parceiro véio)
O que que foi o nosso povo está mudando
Há muito tempo nem vejo o berro do boi
E nem tampouco uma potrada relinchando
Nunca mais vi na frente de uma estância
Um potro xucro e aporreado corcoviando
Nosso ginete pra domar um bagual criado
Soqueteia no costado e dois campeiro amadrinhando
Nosso ginete pra domar um bagual criado
Soqueteia no costado e dois campeiro amadrinhando
(Se foi o tempo que atirava os cargos pra cima do lombo
E só tinha os cachorro de parceiro, tchê)
Já não sai mais os nossos bailes de galpão
Que o índio guasca dançava até a madrugada
Abandonaram o velho fogo de chão
E o chiado da chaleira enfumaçada
Já não escuto uma cordeona de botão
E uma voz xucra de uma garganta afinada
E a juventude que tão dobrando o larcato
Só querem dançar em boate e esquecem da campereada
E a juventude que tão dobrando o larcato
Só querem dançar em boate e esquecem da campereada
Trocaram a gaita pelo teclado rabeca
Eu embrabeço e cada vez mais engrosso
Pelo magrinho corcoviando em discoteca
Pulam pra cima e acham que entendem do tróço
Sofro nos queixo por mim que isso leve a breca
Por meu Rio Grande sempre fiz mais do que eu posso
E até bandinha já tão tocando em mateada
E eu soco o toco da espada e vou defendendo o que é nosso
E até bandinha já tão tocando em mateada
E eu soco o toco da espada e vou defendendo o que é nosso
(Pra todo o taura da pura cepa, que usa bombacha larga
E chapéu grande na cabeça
Que continuem mantendo nossa tradição véia
Bata no peito e se orgulhe ser do Rio Grande, parceiro véio)