Letra de Ginete De Fronteira - Clóvis Mendes

Ginete De Fronteira

(Arabi Rodrigues/Edson Dutra)

Nasci ginete numa estância da fronteira
Vida campeira pra quem vive o interior
Cresci brincando de quebrar queixo de potro
Sempre há mais outro pras garras de um domador
Aquele zaino anca larga e frente aberta
Orelha alerta na Estância do Paraíso
Foi preparado pra um campeiro fazer média
E dançar na rédea no lampejo de um sorriso

Fim de semana, quando eu apronto a lida
Repasso a vida nas rosetas da chilena
Banho de sanga, água de cheiro e um traje novo
Baile no povo e o perfume das morenas
Segunda-feira, quando eu volto pros pelegos
Novos achegos vem rondar meu pensamento
Faço de conta que o tempo não passou
E de onde estou saio nas crinas do vento

A cada dia vejo a vida diferente
Nesta vertente onde nasce o verso puro
Ao passo lento do parceiro dos arreios
Levo os anseios do Rio Grande pelo-duro
Segunda-feira, quando eu volto pros pelegos
Novos achegos vem rondar meu pensamento
Faço de conta que o tempo não passou
E de onde estou saio nas crinas do vento

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