Letra de Tropeiros - Grupo Manotaço
Disco A
01
Coração Nas Esporas
02
Xucro E Campeiro
03
Baio Crina De Seda
04
Tropeiros
05
Bem à Moda Antiga
06
A Origem Dos Gaiteiros
07
Machão
08
Memórias
09
Vanera Tranquejada
10
Mate Sagrado
11
Rodeio Do Meu Sonho
12
E Lá Vou Eu
13
Foi Deus Que Me Fez Campeiro
14
Deixa Eu Te Amar Por Favor
15
De Rodeio Em Rodeio
16
Paragens Do Sul
17
Coisas De Campeiro
18
Mais Uma, Gaiteiro
19
Estilo De Domingo
20
Gaudério 100%
Tropeiros
(Nilo Bairros de Brum/Léo Almeida
O romantismo rendeu versos ao gaudério
E a história decantou os bandeirantes
Mas foram eles, os birivas, que fizeram
A integração desses povoados tão distantes
João Miguel era tropeiro, gastou a vida na estrada
Levando mulada chucra do Rio Grande a Sorocaba
Aprendeu nas arribadas que a sorte a gente é quem faz
Um biriva de vergonha não deixa mula pra trás
O facão sorocobano, levado sem aparato
Um chapéu de abas largas, as botas de cano alto
O trajar era modesto, mas a mirada era altiva
Subindo ou descendo serra, João Miguel era biriva
Bota n'água essa madrinha, madrinheiro
Que a tropa vai seguindo, enfileirada
Vou na balsa, segurando o meu cargueiro
Com as bruacas de paçoca bem socada
Maria murchou na vida de casa e cabo de enxada
Com um olho nas crianças e outro fitando a estrada
João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha
E Maria foi plantada lá no alto da coxilha
João Miguel era tropeiro, seus netos tropeiros são
De esperanças mal domadas que desgarrando se vão
A esperança madrinha segue na frente, entonada
E seu cargueiro de sonhos traz a bruaca lotada
Bota n'água essa madrinha, madrinheiro...
O romantismo rendeu versos ao gaudério
E a história decantou os bandeirantes
Mas foram eles, os birivas, que fizeram
A integração desses povoados tão distantes
João Miguel era tropeiro, gastou a vida na estrada
Levando mulada chucra do Rio Grande a Sorocaba
Aprendeu nas arribadas que a sorte a gente é quem faz
Um biriva de vergonha não deixa mula pra trás
O facão sorocobano, levado sem aparato
Um chapéu de abas largas, as botas de cano alto
O trajar era modesto, mas a mirada era altiva
Subindo ou descendo serra, João Miguel era biriva
Bota n'água essa madrinha, madrinheiro
Que a tropa vai seguindo, enfileirada
Vou na balsa, segurando o meu cargueiro
Com as bruacas de paçoca bem socada
Maria murchou na vida de casa e cabo de enxada
Com um olho nas crianças e outro fitando a estrada
João Miguel virou lembrança na cruz à beira da trilha
E Maria foi plantada lá no alto da coxilha
João Miguel era tropeiro, seus netos tropeiros são
De esperanças mal domadas que desgarrando se vão
A esperança madrinha segue na frente, entonada
E seu cargueiro de sonhos traz a bruaca lotada
Bota n'água essa madrinha, madrinheiro...