Letra de Cruzando as Égua no Passo - Marcelo Oliveira
Disco A
01
Chorona
02
Quando Uma Lágrima Se Fez Espelho Na Alma
03
Olhar
04
Das Confissões de um Andejo
05
Romance De Estrada
06
Em Silêncio
07
Comparsão de Janeiro
08
Meus Olhos
09
A Tropa Fez Que Se Ia
10
Depois das Estradas
11
Cruzando as Égua no Passo
12
No Passo do Tempo
13
Milonga em Silêncio
14
Flor Morena de mi Alma
15
De Garrão Limpo no Más
Cruzando as Égua no Passo
Tio nico vinha num zaino, cruzando as éguas no passo
Empurrando no trompaço, uma a uma contra o vau
Se via bem o outro lado, mas o arroio do meio
Por são miguel, tava cheio, atravessando o caudal
O rio crescido nas cheias tem rumor de tropa alçada
De fuga, de disparada, de medo e de incerteza
Se foram, cortando arroio e se via, de vez por outra
Quilina e cola das potra pela flor da correnteza
Fazia mais de semana que descia água das sangas
Quando chovia de manga era quase o dia inteiro
E as éguas vinham de longe, de uma estância no aceguá
Era hoje pra cruza, pra amanhã ta nos potreiro
Foram quase trinta éguas, entre baias e gateadas
Tordilhas e coloradas pegando o nado me roldão
Se negavam na saída, bem no barranco de terra
Parecia até na guerra, cruzando com pelotão
Tio nico firmou a espora e meteu o zaino na aguada
Pelo meio da cruzada, alçou a perna no basto
Se firmando pela cola, deixou o zaino leviano
E foi, conforme seu plano, levando adiante no rastro
Na outra margem espraiada, os sarandis pelas pontas
Iam fazendo as contas das trinta égua cruzadas
E mais um zaino e um campeiro que bem conhece o serviço
E a honra do compromisso de uma palavra firmada
Fazia mais de semana que descia água das sangas
Quando chovia de manga era quase o dia inteiro
E as éguas vinham de longe, de uma estância no aceguá
Era hoje pra cruza, pra amanhã ta nos potreiro
Foram quase trinta éguas, entre baias e gateadas
Tordilhas e coloradas pegando o nado me roldão
Se negavam na saída, bem no barranco de terra
Parecia até na guerra, cruzando com pelotão
Empurrando no trompaço, uma a uma contra o vau
Se via bem o outro lado, mas o arroio do meio
Por são miguel, tava cheio, atravessando o caudal
O rio crescido nas cheias tem rumor de tropa alçada
De fuga, de disparada, de medo e de incerteza
Se foram, cortando arroio e se via, de vez por outra
Quilina e cola das potra pela flor da correnteza
Fazia mais de semana que descia água das sangas
Quando chovia de manga era quase o dia inteiro
E as éguas vinham de longe, de uma estância no aceguá
Era hoje pra cruza, pra amanhã ta nos potreiro
Foram quase trinta éguas, entre baias e gateadas
Tordilhas e coloradas pegando o nado me roldão
Se negavam na saída, bem no barranco de terra
Parecia até na guerra, cruzando com pelotão
Tio nico firmou a espora e meteu o zaino na aguada
Pelo meio da cruzada, alçou a perna no basto
Se firmando pela cola, deixou o zaino leviano
E foi, conforme seu plano, levando adiante no rastro
Na outra margem espraiada, os sarandis pelas pontas
Iam fazendo as contas das trinta égua cruzadas
E mais um zaino e um campeiro que bem conhece o serviço
E a honra do compromisso de uma palavra firmada
Fazia mais de semana que descia água das sangas
Quando chovia de manga era quase o dia inteiro
E as éguas vinham de longe, de uma estância no aceguá
Era hoje pra cruza, pra amanhã ta nos potreiro
Foram quase trinta éguas, entre baias e gateadas
Tordilhas e coloradas pegando o nado me roldão
Se negavam na saída, bem no barranco de terra
Parecia até na guerra, cruzando com pelotão