Letra de Quando Uma Lágrima Se Fez Espelho Na Alma - Marcelo Oliveira
Disco A
01
Chorona
02
Quando Uma Lágrima Se Fez Espelho Na Alma
03
Olhar
04
Das Confissões de um Andejo
05
Romance De Estrada
06
Em Silêncio
07
Comparsão de Janeiro
08
Meus Olhos
09
A Tropa Fez Que Se Ia
10
Depois das Estradas
11
Cruzando as Égua no Passo
12
No Passo do Tempo
13
Milonga em Silêncio
14
Flor Morena de mi Alma
15
De Garrão Limpo no Más
Quando Uma Lágrima Se Fez Espelho Na Alma
Uma lágrima encheu os rios da face
Do bisavô, ao visitar o seu passado
Entre lembranças dissipadas pelo tempo
Iguais retratos que envelhecem, desbotados
E na cacimba de água clara das retinas
Se refletiu aquele tempo que se foi
Do povo índio defendendo a sua terra
Até os tropeiros das canções do êra boi
Falou de escravos derramando suor e sangue
Cercas, mangueiras, levantando em pedras mouras
De mãos rurais antes de lanças e garruchas
Pelos galpões, firmando o pulso nas tesouras
Cordas sovadas pelas mãos de homens campeiros
Cimbrando golpes no sustento dos rituais
As nazarenas nos garrões dos domadores
E as boleadeiras em mundéus para os baguais
E através do espelho da alma pude ver
Que o ancestral e o campo sentem a mesma dor
Feito uma tropa que se vai, gastando léguas
Sem nem saber o que há no fim do corredor
Mirando largo o horizonte dos meus olhos
Sentiu o campo, maltratado em sua essência
Falsos herdeiros reclamando a velha terra
Sem nem notícias das origens ou querência
E viu que os homens continuam sendo escravos
Que há fios de arame no lugar de pedras mouras
Que mãos ociosas erguem foices e bandeiras
Enquanto isso, enferrujam-se as tesouras
Viu os arreios encilhando cavaletes
Sovéus e laços sem espaço pra os pealos
Que, sem garrões, as nazarenas silenciaram
E as boleadeiras se esqueceram dos cavalos
E, através do espelho d'alma, pode ver
Que a tropa anda e mais comprido é o corredor
E que o campo, embora guapo, se ressente
E, sem querer, segue sofrendo a mesma dor
Do bisavô, ao visitar o seu passado
Entre lembranças dissipadas pelo tempo
Iguais retratos que envelhecem, desbotados
E na cacimba de água clara das retinas
Se refletiu aquele tempo que se foi
Do povo índio defendendo a sua terra
Até os tropeiros das canções do êra boi
Falou de escravos derramando suor e sangue
Cercas, mangueiras, levantando em pedras mouras
De mãos rurais antes de lanças e garruchas
Pelos galpões, firmando o pulso nas tesouras
Cordas sovadas pelas mãos de homens campeiros
Cimbrando golpes no sustento dos rituais
As nazarenas nos garrões dos domadores
E as boleadeiras em mundéus para os baguais
E através do espelho da alma pude ver
Que o ancestral e o campo sentem a mesma dor
Feito uma tropa que se vai, gastando léguas
Sem nem saber o que há no fim do corredor
Mirando largo o horizonte dos meus olhos
Sentiu o campo, maltratado em sua essência
Falsos herdeiros reclamando a velha terra
Sem nem notícias das origens ou querência
E viu que os homens continuam sendo escravos
Que há fios de arame no lugar de pedras mouras
Que mãos ociosas erguem foices e bandeiras
Enquanto isso, enferrujam-se as tesouras
Viu os arreios encilhando cavaletes
Sovéus e laços sem espaço pra os pealos
Que, sem garrões, as nazarenas silenciaram
E as boleadeiras se esqueceram dos cavalos
E, através do espelho d'alma, pode ver
Que a tropa anda e mais comprido é o corredor
E que o campo, embora guapo, se ressente
E, sem querer, segue sofrendo a mesma dor