Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

De Onde Venho

Zezinho e Floreio · Quando Canta Um Galponeiro

Capa de Quando Canta Um Galponeiro
Zezinho e Floreio

De Onde Venho

Quando Canta Um Galponeiro · 2007
(Zezinho) De onde venho, trago o jeito da minha gente Indiada guapa, vaqueano das sesmarias Que cruza o tempo, paleteando sol e chuva E não se curva pro rigor das invernias De chapéu preto, aba estuciada na copa Estampa simples, bombacha de pouco pano Se não bastasse o regalo de ser gaúcho Carrega o luxo de ter nascido serrano Se a gaita toca um bugio Fora do baile eu não fico Quando laço num rodeio Já vê que eu sou de são chico De onde eu venho tem taipa de pedra moura Cercado xucro de casa, campo e galpão E uma cancela com mancal de nó de pinho Devagarinho, vai se enterrando no chão Mês de setembro, quando o rio grande floresce Clareia o dia e lá se vão, dobrando o pasto É a cavalgada das prendas da minha terra É a mulher da serra fazendo história no basto Se a gaita toca um bugio... De onde eu venho, a geada grande seca o pasto E o campo aberto rebrota a cada queimada É dali que a minha gente tira o sustento Espichando o tempo, pulando de madrugada Fim de semana, metendo corda em rodeio Florão de armada, vão dando amostra do pano Fico garboso sempre que falo dos meus Vivo bem perto de deus, não leve a mal, sou serrano Se a gaita toca um bugio...
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