Letra de Milonga de Garras - Luiz Marenco
Disco A
01
Pra os Dias Que Vêm
02
Os Olhos Claros da Alma
03
De Boas Vindas
04
O Sal dos Olhos
05
Da Alma Branca dos Que Têm Saudade
06
Enchendo os Olhos de Campo
07
Memorial à Terra
08
Milongão Pra Assobiar Desencilhando
09
Onde Andará
10
Bem Querer
11
De Lua Linda
12
Milonga de Garras
13
Pra Apeiar Na Porteira
14
Pra o Meu Consumo
15
Se Eu Me Chamasse Chamamé
16
Milonga Pra Quem Partiu
Milonga de Garras
A saudade ronda o peito
Feito um carancho a um cordeiro
Afia as garras morenas
Para um ataque certeiro
E a alma busca suas forças
Para salvar-se primeiro
Vôos de plumas serenam
Planando ao redor das casas
Saudade ganhou seus rumos
Descobriu que tinha asas
Ronda meus sonhos pequenos
Cordeiros recém-paridos
Brancos pra o agosto dos campos
Pra alma, desprotegidos
(ovelha chamando a cria
Meus sonhos chamam também
Não sei por que minha sina
É ter saudades de alguém
E descobrir pelo tempo
Que não sei domá-las bem)
Chegam de manso, saudosas
Pra não serem descobertas
Mas um prenúncio de dor
Põe meu rebanho de alerta
Quem sabe o peito não tema
E a alma não reconheça
Mas a saudade tem garras
Mesmo que não se mereça
Quem sabe pelo verão
Depois da safra da esquila
A alma bem mais madura
Consiga andar tanqüila
E livrar-se dos caranchos
Rondadores de asas plenas
Que insistem com suas saudades
Feitas de garras morenas
(ovelha chamando a cria
Meus sonhos chamam também
Não sei por que minha sina
É ter saudades de alguém
E descobrir pelo tempo
Que não sei domá-las bem)
Feito um carancho a um cordeiro
Afia as garras morenas
Para um ataque certeiro
E a alma busca suas forças
Para salvar-se primeiro
Vôos de plumas serenam
Planando ao redor das casas
Saudade ganhou seus rumos
Descobriu que tinha asas
Ronda meus sonhos pequenos
Cordeiros recém-paridos
Brancos pra o agosto dos campos
Pra alma, desprotegidos
(ovelha chamando a cria
Meus sonhos chamam também
Não sei por que minha sina
É ter saudades de alguém
E descobrir pelo tempo
Que não sei domá-las bem)
Chegam de manso, saudosas
Pra não serem descobertas
Mas um prenúncio de dor
Põe meu rebanho de alerta
Quem sabe o peito não tema
E a alma não reconheça
Mas a saudade tem garras
Mesmo que não se mereça
Quem sabe pelo verão
Depois da safra da esquila
A alma bem mais madura
Consiga andar tanqüila
E livrar-se dos caranchos
Rondadores de asas plenas
Que insistem com suas saudades
Feitas de garras morenas
(ovelha chamando a cria
Meus sonhos chamam também
Não sei por que minha sina
É ter saudades de alguém
E descobrir pelo tempo
Que não sei domá-las bem)