Letra de Onde Andará - Luiz Marenco
Disco A
01
Pra os Dias Que Vêm
02
Os Olhos Claros da Alma
03
De Boas Vindas
04
O Sal dos Olhos
05
Da Alma Branca dos Que Têm Saudade
06
Enchendo os Olhos de Campo
07
Memorial à Terra
08
Milongão Pra Assobiar Desencilhando
09
Onde Andará
10
Bem Querer
11
De Lua Linda
12
Milonga de Garras
13
Pra Apeiar Na Porteira
14
Pra o Meu Consumo
15
Se Eu Me Chamasse Chamamé
16
Milonga Pra Quem Partiu
Onde Andará
Onde andará a silhueta
Desses antigos campeiros
Que desenhavam saudades
Na fumaça dos palheiros
E madrugavam setembros
Na voz clara dos braseiros
Onde andará a manhanita
Dos mates de gosto bueno
Da encilha dos gateados
Contraponteando o sereno
E a humildade dos ranchos
Guardando sonhos morenos
Onde andará o verso claro
Ponteado numa canção
Que se espalhava em floreios
Pelas tardes do galpão
E matizavam campeiros
Ao som da gaita e violão
Onde andará a tarde longa
Das ressolanas campeiras
Onde a alma desses tantos
Cruzava além da porteira
Pra o mundo das invernadas
Por não saber das fronteiras
Por onde andará o semblante
De um avô maragato
Que eternizou seu silêncio
Na moldura de um retrato
E dos seus causos antigos
Desses campeiros de fato
Quem sabe andam perdidas
Na saudade dos avós
Ou presas dentro do peito
Querendo saltá na voz
Mas bem certo elas se acham
Guardadas dentro de nós
Onde andará...
Onde andará...
Dentro de nós!
Desses antigos campeiros
Que desenhavam saudades
Na fumaça dos palheiros
E madrugavam setembros
Na voz clara dos braseiros
Onde andará a manhanita
Dos mates de gosto bueno
Da encilha dos gateados
Contraponteando o sereno
E a humildade dos ranchos
Guardando sonhos morenos
Onde andará o verso claro
Ponteado numa canção
Que se espalhava em floreios
Pelas tardes do galpão
E matizavam campeiros
Ao som da gaita e violão
Onde andará a tarde longa
Das ressolanas campeiras
Onde a alma desses tantos
Cruzava além da porteira
Pra o mundo das invernadas
Por não saber das fronteiras
Por onde andará o semblante
De um avô maragato
Que eternizou seu silêncio
Na moldura de um retrato
E dos seus causos antigos
Desses campeiros de fato
Quem sabe andam perdidas
Na saudade dos avós
Ou presas dentro do peito
Querendo saltá na voz
Mas bem certo elas se acham
Guardadas dentro de nós
Onde andará...
Onde andará...
Dentro de nós!