Letra de Memorial à Terra - Luiz Marenco
Disco A
01
Pra os Dias Que Vêm
02
Os Olhos Claros da Alma
03
De Boas Vindas
04
O Sal dos Olhos
05
Da Alma Branca dos Que Têm Saudade
06
Enchendo os Olhos de Campo
07
Memorial à Terra
08
Milongão Pra Assobiar Desencilhando
09
Onde Andará
10
Bem Querer
11
De Lua Linda
12
Milonga de Garras
13
Pra Apeiar Na Porteira
14
Pra o Meu Consumo
15
Se Eu Me Chamasse Chamamé
16
Milonga Pra Quem Partiu
Memorial à Terra
A terra dá e a terra tira...
Assim é o ciclo do viver que a gente aprende
Dia após dia, verdejando à sua maneira,
Se entrega inteira pro suor que a gente vende
A terra é assim e a gente usa...
Casco de boi pisa primeiro, depois corta
Cada semente que se enterra e bem fecunda
É um sinal que a terra ainda não tá morta
Longe da terra, tanta gente...
Espera o dia de pisar suas botas nela
De pouco adianta desejar, sem ter porquê
Nem merecer erguer um rancho sobre ela
Perto da terra, nestes campos...
Tropas vicejam pra um sustento tão comum
De pouco adianta olhar o trigo florescer
Sem perceber que ele é o pão de cada um
Assim é a terra, sem nos cobrar...
Até o dia que nos planta qual semente
Quem foi da terra, volta pra ela
Pra desejar ser planta boa ou semente
A terra dá, a gente tira...
Assim é o ciclo do viver que não se esquece
Por soberana, sabe bem dos seus sentidos
Só mesmo ela pra cobrar o que merece
Assim é o ciclo do viver que a gente aprende
Dia após dia, verdejando à sua maneira,
Se entrega inteira pro suor que a gente vende
A terra é assim e a gente usa...
Casco de boi pisa primeiro, depois corta
Cada semente que se enterra e bem fecunda
É um sinal que a terra ainda não tá morta
Longe da terra, tanta gente...
Espera o dia de pisar suas botas nela
De pouco adianta desejar, sem ter porquê
Nem merecer erguer um rancho sobre ela
Perto da terra, nestes campos...
Tropas vicejam pra um sustento tão comum
De pouco adianta olhar o trigo florescer
Sem perceber que ele é o pão de cada um
Assim é a terra, sem nos cobrar...
Até o dia que nos planta qual semente
Quem foi da terra, volta pra ela
Pra desejar ser planta boa ou semente
A terra dá, a gente tira...
Assim é o ciclo do viver que não se esquece
Por soberana, sabe bem dos seus sentidos
Só mesmo ela pra cobrar o que merece