Letra de Romance do Pala Velho - Luiz Marenco
Disco A
01
Filosofia de Andejo
02
Dobrando os Pelegos
03
Pra os Dias Que Vêm
04
De Boca em Boca
05
Final de Sêca
06
Senhor das Manhãs de Maio
07
Onde Andará
08
Um Vistaço na Tropa
09
Meus Amores
10
Enchendo os Olhos de Campo
11
Milongão Pra Assobiar Desencilhando
12
De Bota e Bombacha
13
Quando o Verso Vem Pras Casa
14
Batendo Água
15
Chamarrita de Galpão
Disco B
01
Rincão dos Touros
02
Quando Alguém Vem na Estrada
03
Andarilho
04
De a Cavalo
05
Sonho em Flor
06
Este Jeito De Domingo
07
Pra O Meu Consumo
08
Meu Rancho
09
De Volta de Uma Tropeada
10
Cova de Touro
11
Romance do Pala Velho
12
Décima do Potro Baio
13
Alma de Estância e Querência
Romance do Pala Velho
Uma vez fui na cidade
Na maldita perdição
Lá perdi meu pala velho
Que me doeu no coração.
Quando voltei da cidade
Vinha com dor na cabeça
Cheguei fazendo promessa
Deus permita que apareça.
Encontrei xirú do posto
E não deixei de maliciar
Que ele achou meu pala velho
E não queria me entregar.
Fui dar parte ao comissário
Ficou prá segunda - feira
Me levaram na conversa
Se foi a semana inteira.
Veja as coisas como são
Como se forma a lambança
Que pelo mal dos pecados
Era o forro das crianças.
Com este pala rasgado
Passava campos e rios
Com este meu palinha velho
Não temo chuva e nem frio.
Foi forro para as carpetas
E em carreiras perigosas
"inté" serviu de agasalho
Prá muita prenda mimosa.
"inté" nas noites gaudérias
Meu pala soltito ao vento
Ia abanando pachola
Prás luzes do firmamento.
Informem nas vizinhanças
Este triste sucedido
Quem tiver meu pala velho
Que prendam este bandido.
Neste mundo todos morrem
Da morte ninguém atalha
Me entreguem meu pala velho
Prá mim levar de mortalha.
Na maldita perdição
Lá perdi meu pala velho
Que me doeu no coração.
Quando voltei da cidade
Vinha com dor na cabeça
Cheguei fazendo promessa
Deus permita que apareça.
Encontrei xirú do posto
E não deixei de maliciar
Que ele achou meu pala velho
E não queria me entregar.
Fui dar parte ao comissário
Ficou prá segunda - feira
Me levaram na conversa
Se foi a semana inteira.
Veja as coisas como são
Como se forma a lambança
Que pelo mal dos pecados
Era o forro das crianças.
Com este pala rasgado
Passava campos e rios
Com este meu palinha velho
Não temo chuva e nem frio.
Foi forro para as carpetas
E em carreiras perigosas
"inté" serviu de agasalho
Prá muita prenda mimosa.
"inté" nas noites gaudérias
Meu pala soltito ao vento
Ia abanando pachola
Prás luzes do firmamento.
Informem nas vizinhanças
Este triste sucedido
Quem tiver meu pala velho
Que prendam este bandido.
Neste mundo todos morrem
Da morte ninguém atalha
Me entreguem meu pala velho
Prá mim levar de mortalha.