Letra de Quando Alguém Vem na Estrada - Luiz Marenco
Disco A
01
Filosofia de Andejo
02
Dobrando os Pelegos
03
Pra os Dias Que Vêm
04
De Boca em Boca
05
Final de Sêca
06
Senhor das Manhãs de Maio
07
Onde Andará
08
Um Vistaço na Tropa
09
Meus Amores
10
Enchendo os Olhos de Campo
11
Milongão Pra Assobiar Desencilhando
12
De Bota e Bombacha
13
Quando o Verso Vem Pras Casa
14
Batendo Água
15
Chamarrita de Galpão
Disco B
01
Rincão dos Touros
02
Quando Alguém Vem na Estrada
03
Andarilho
04
De a Cavalo
05
Sonho em Flor
06
Este Jeito De Domingo
07
Pra O Meu Consumo
08
Meu Rancho
09
De Volta de Uma Tropeada
10
Cova de Touro
11
Romance do Pala Velho
12
Décima do Potro Baio
13
Alma de Estância e Querência
Quando Alguém Vem na Estrada
Um quero-quero de alerta,
Vigia a várzea do fundo,
Rondando a paz no seu mundo,
Invernadas e planura.
Guerreiro por seu instinto,
Feito tantos campo fora.
Que fazem em puas de esporas,
Estrelas pra noite escura.
Meus cinamomos de galhos,
Acenam pro mesmo lado,
Do vento que faz costado,
Pra os sonhos que a noite tem.
Cuia e cambona recostam,
As cevaduras de um mate,
Na hora que o cusco late,
Talvez anunciando alguém.
Vai na volta da minguante,
Um sorriso anoitecido,
Que há tempo andava esquecido das noites
Aqui do posto.
Luzindo as calmas do rancho,
Dois olhos brilham ligeiro,
Formando à luz d'um candieeiro,
A ilusão de um rosto.
Sempre nas noites do campo,
Onde as almas andam inquietas
E a inspiração dos poetas,
Vai muito além de um olhar.
Surge nas sombras cansadas,
Do fogo que ainda insiste,
Uma lembrança que existe,
Pelos cantos do lugar.
Quem sabe guardar pra si,
Silêncios de um fim de tarde,
Tem quero-queros de alarde,
Pra anunciação de quem vem.
Desenha sombras pra alma,
Mesmo que a alma não queira,
Pois sabe guardar inteira,
As saudades que se tem.
Por isso que volta e meia,
Quando o silêncio se corta,
O sonho bate na porta,
Do meu rancho de morada,
Cuido cusco e o quero-quero,
Com seus alertas guerreiros,
Que sempre chamam primeiro,
Quando alguém vem na estrada.
Vigia a várzea do fundo,
Rondando a paz no seu mundo,
Invernadas e planura.
Guerreiro por seu instinto,
Feito tantos campo fora.
Que fazem em puas de esporas,
Estrelas pra noite escura.
Meus cinamomos de galhos,
Acenam pro mesmo lado,
Do vento que faz costado,
Pra os sonhos que a noite tem.
Cuia e cambona recostam,
As cevaduras de um mate,
Na hora que o cusco late,
Talvez anunciando alguém.
Vai na volta da minguante,
Um sorriso anoitecido,
Que há tempo andava esquecido das noites
Aqui do posto.
Luzindo as calmas do rancho,
Dois olhos brilham ligeiro,
Formando à luz d'um candieeiro,
A ilusão de um rosto.
Sempre nas noites do campo,
Onde as almas andam inquietas
E a inspiração dos poetas,
Vai muito além de um olhar.
Surge nas sombras cansadas,
Do fogo que ainda insiste,
Uma lembrança que existe,
Pelos cantos do lugar.
Quem sabe guardar pra si,
Silêncios de um fim de tarde,
Tem quero-queros de alarde,
Pra anunciação de quem vem.
Desenha sombras pra alma,
Mesmo que a alma não queira,
Pois sabe guardar inteira,
As saudades que se tem.
Por isso que volta e meia,
Quando o silêncio se corta,
O sonho bate na porta,
Do meu rancho de morada,
Cuido cusco e o quero-quero,
Com seus alertas guerreiros,
Que sempre chamam primeiro,
Quando alguém vem na estrada.