Letra de Os Silêncios das Janelas do Povoado - Luiz Marenco
Disco A
01
Destinos
02
Os da Última Tropa
03
Os Silêncios das Janelas do Povoado
04
Fundo de Campo
05
Da Boca Pra Fora
06
Estrela D’alva
07
Bailongo no Mato Grande
08
Vassoura de Guanxuma
09
Charla de Domador
10
Espera
11
Meu Rancho
12
À Moda de Martin Fierro
13
Perfil de Estrada e Tempo
14
Ressábios
15
Assim Se Vai "p'a Três Cruzes"
16
Cantador de Campanha
17
Hino Rio-grandense
Os Silêncios das Janelas do Povoado
Era um fim de dia quieto
Para quem quisesse ouvi-lo
Apesar do céu sangrando
Alguns mateavam tranquilos.
Foi quando cascos nas pedras
E constâncias de esporas
Quebraram o calmo das casas
Chamando olhares pra fora.
Iam adentrando o povoado
Quatro homens bem montados
Três baios de cabos-negros
Bem à direita um gateado.
Ponchos negros sobre os ombros,
Chapéus batidos na face
Silhuetas desconhecidas
Pra qualquer um que olhasse.
Traziam vozes de mandos
Nas suas bocas cerradas
E aparecendo nos ponchos
Pontas de adagas afiadas.
Olhavam sempre por perto
Até mirarem um "ranchito"
E sofrenarem os cavalo
Onde um apeou solito.
Primeiro um rangido fraco
Depois um grito "prendido"
E a intenção da adaga
Tinha mostrado sentido.
E os quatro em seus silêncios
Voltaram no mesmo tranco
Deixando junto a soleira
Vermelho num lenço branco.
Era mais um que ficava
Depois que os quatro partiam
Por certo em baixo dos ponchos
Algum mandado traziam.
Traziam fios de adagas
E silêncios pra entregar...
-era um gateado e três baios
Foi o que deu pra enchergar!!
Ninguém sabe, ninguém viu
Notícias viram depois.
Alguém firmava na adaga
Só não se sabe quem foi.
E o povoado segue o mesmo
Dormindo sempre mais cedo
Dormem ouvindo o silêncio
E silenciam por medo!
Para quem quisesse ouvi-lo
Apesar do céu sangrando
Alguns mateavam tranquilos.
Foi quando cascos nas pedras
E constâncias de esporas
Quebraram o calmo das casas
Chamando olhares pra fora.
Iam adentrando o povoado
Quatro homens bem montados
Três baios de cabos-negros
Bem à direita um gateado.
Ponchos negros sobre os ombros,
Chapéus batidos na face
Silhuetas desconhecidas
Pra qualquer um que olhasse.
Traziam vozes de mandos
Nas suas bocas cerradas
E aparecendo nos ponchos
Pontas de adagas afiadas.
Olhavam sempre por perto
Até mirarem um "ranchito"
E sofrenarem os cavalo
Onde um apeou solito.
Primeiro um rangido fraco
Depois um grito "prendido"
E a intenção da adaga
Tinha mostrado sentido.
E os quatro em seus silêncios
Voltaram no mesmo tranco
Deixando junto a soleira
Vermelho num lenço branco.
Era mais um que ficava
Depois que os quatro partiam
Por certo em baixo dos ponchos
Algum mandado traziam.
Traziam fios de adagas
E silêncios pra entregar...
-era um gateado e três baios
Foi o que deu pra enchergar!!
Ninguém sabe, ninguém viu
Notícias viram depois.
Alguém firmava na adaga
Só não se sabe quem foi.
E o povoado segue o mesmo
Dormindo sempre mais cedo
Dormem ouvindo o silêncio
E silenciam por medo!