Letra de Destinos - Luiz Marenco
Disco A
01
Destinos
02
Os da Última Tropa
03
Os Silêncios das Janelas do Povoado
04
Fundo de Campo
05
Da Boca Pra Fora
06
Estrela D’alva
07
Bailongo no Mato Grande
08
Vassoura de Guanxuma
09
Charla de Domador
10
Espera
11
Meu Rancho
12
À Moda de Martin Fierro
13
Perfil de Estrada e Tempo
14
Ressábios
15
Assim Se Vai "p'a Três Cruzes"
16
Cantador de Campanha
17
Hino Rio-grandense
Destinos
O destino quer que eu cante
E ao cantar eu me concentro
A querência eu levo dentro
E o resto eu toco por diante
Podem me chamar de louco
Mas aprendi com os mais quebras
A não galopear nas pedras,
Nem pelear por muito pouco
A lição número um
Eu aprendi com meu pai
Quem não sabe pra onde vai,
Não vai a lugar nenhum
Nunca refuguei bolada
Se me tocam me apresento
E tenho a crina esfiapada
De galopear contra o vento
Do meu manancial de penas
Quase todas se extraviaram
Umas porque se agrandaram,
Outras por muito pequenas
Tive um antes e um depois
Quando me larguei a esmo
Decerto por isso mesmo
Os meus destinos são dois
Destinos de um índio incréu
Sobre um mesmo coração
Um que me prende no chão,
Outro me puxa pra o céu
Porém o que me arrebata
É o destino de xirú
Que em vez das pilchas de prata,
As garras de couro cru
E ao cantar eu me concentro
A querência eu levo dentro
E o resto eu toco por diante
Podem me chamar de louco
Mas aprendi com os mais quebras
A não galopear nas pedras,
Nem pelear por muito pouco
A lição número um
Eu aprendi com meu pai
Quem não sabe pra onde vai,
Não vai a lugar nenhum
Nunca refuguei bolada
Se me tocam me apresento
E tenho a crina esfiapada
De galopear contra o vento
Do meu manancial de penas
Quase todas se extraviaram
Umas porque se agrandaram,
Outras por muito pequenas
Tive um antes e um depois
Quando me larguei a esmo
Decerto por isso mesmo
Os meus destinos são dois
Destinos de um índio incréu
Sobre um mesmo coração
Um que me prende no chão,
Outro me puxa pra o céu
Porém o que me arrebata
É o destino de xirú
Que em vez das pilchas de prata,
As garras de couro cru