Letra de Lamento Posteiro - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
À Don Mário Villagran
02
Tropeando Para o Saladeiro
03
Missioneiro
04
Na Boca da Noite
05
Romaria dos Pirilampos
06
Esta Milonga Que Canto
07
Nos Galpões
08
Poema à Moça da Janela
09
Sob as Mangas do Aguaceiro
10
Cavalinho de Pau
11
Ao Trote
12
Brotei do Chão das Boconas
13
Lamento Posteiro
14
No Cocho do Sal
15
Coplas de um Tosador
Lamento Posteiro
Vento reboja e a chuva calando um poncho piloto
"Cury" palanqueado na fronte, escorando guascaços
Mouro valente, varando entonado, os rigores do agosto
E eu no posto, tronqueira, agüentando trompaços
"Maula" é a "suerte" de quem se enforquilha na vida
A pegada aperta na volta, sem pena do "paysano"
Nem bem vai findando o verão, uma folga da lida
Vem o inverno falquejar o cerno, num tranco pampeano
A enchente ronca igual porco roceiro tapando o banhado
E eu vou costeando e sempre encontro uma "reza" atolada
Atraco na quincha confiante na força do pingo "amilhado"
Ombreando comigo a labuta posteira de marcha puxada.
Refrão:
Mas eu e o mouro andamos garreados do sopro minuano
Que sapeca o couro e arrepia o pêlo do flete altaneiro
Camperiamos solitos na chuva ou geada do inverno tirano
Nas quadras da longa invernada do destino posteiro
Sou campeiro de marca e sinal trazendo nos tentos
Os ensinamentos dados por mestres, ao pé do fogão
Gaúcho e cavalo são como "soldado", superior ao tempo
No frio ou relento, o poncho reiuno é o meu galpão
A tarde adelgaça e a noite se debruça na quincha
Entanguindo meu catre carente da outra metade
Solidão traz tristeza pesada no arrasto da cincha
E o mate lavado não vence afogar a saudade
Conchavado dentro do verde, num posto me planto
Assinalando os dias no brete, da changa campesina
Semeando esperanças aguadas, com o próprio pranto
Arrincono lembranças sovando no pasto minha sina.
"Cury" palanqueado na fronte, escorando guascaços
Mouro valente, varando entonado, os rigores do agosto
E eu no posto, tronqueira, agüentando trompaços
"Maula" é a "suerte" de quem se enforquilha na vida
A pegada aperta na volta, sem pena do "paysano"
Nem bem vai findando o verão, uma folga da lida
Vem o inverno falquejar o cerno, num tranco pampeano
A enchente ronca igual porco roceiro tapando o banhado
E eu vou costeando e sempre encontro uma "reza" atolada
Atraco na quincha confiante na força do pingo "amilhado"
Ombreando comigo a labuta posteira de marcha puxada.
Refrão:
Mas eu e o mouro andamos garreados do sopro minuano
Que sapeca o couro e arrepia o pêlo do flete altaneiro
Camperiamos solitos na chuva ou geada do inverno tirano
Nas quadras da longa invernada do destino posteiro
Sou campeiro de marca e sinal trazendo nos tentos
Os ensinamentos dados por mestres, ao pé do fogão
Gaúcho e cavalo são como "soldado", superior ao tempo
No frio ou relento, o poncho reiuno é o meu galpão
A tarde adelgaça e a noite se debruça na quincha
Entanguindo meu catre carente da outra metade
Solidão traz tristeza pesada no arrasto da cincha
E o mate lavado não vence afogar a saudade
Conchavado dentro do verde, num posto me planto
Assinalando os dias no brete, da changa campesina
Semeando esperanças aguadas, com o próprio pranto
Arrincono lembranças sovando no pasto minha sina.