Letra de Missioneiro - Cesar Oliveira e Rogério Melo
Disco A
01
À Don Mário Villagran
02
Tropeando Para o Saladeiro
03
Missioneiro
04
Na Boca da Noite
05
Romaria dos Pirilampos
06
Esta Milonga Que Canto
07
Nos Galpões
08
Poema à Moça da Janela
09
Sob as Mangas do Aguaceiro
10
Cavalinho de Pau
11
Ao Trote
12
Brotei do Chão das Boconas
13
Lamento Posteiro
14
No Cocho do Sal
15
Coplas de um Tosador
Missioneiro
Rezo a prece inaugural
Do payador das missões
Que amanheceu nos fogões
Sobre um couro de bagual
Enquanto ouvia um sorçal
Floreando um hino de guerra,
Na melodia que encerra
A origem dos instrumentos
E o tupã - senhor dos ventos,
Benzia os cantos da terra!
De onde venho? - pra onde vou?
- o que não sabe - adivinha!
Venho do riba da linha,
Lá - onde a pátria se gerou.
O rio uruguai berrou
E fez que a terra se abrisse
E dali - o guasca surgisse
Sobre o lombo do cavalo,
Volteando a história de um pialo
Pra que o gaúcho existisse!
Morri - mas ressuscitei,
Das cinzas da minha fé,
O sangue de são sepé
Me fez santo - eu me fiz rei:
Gaucho me transformei
Num barbaresco improviso
E - ali no chão impreciso,
De parceria com o vento,
Sou hoje - o prolongamento,
Do chão sagrado onde piso!
Do payador das missões
Que amanheceu nos fogões
Sobre um couro de bagual
Enquanto ouvia um sorçal
Floreando um hino de guerra,
Na melodia que encerra
A origem dos instrumentos
E o tupã - senhor dos ventos,
Benzia os cantos da terra!
De onde venho? - pra onde vou?
- o que não sabe - adivinha!
Venho do riba da linha,
Lá - onde a pátria se gerou.
O rio uruguai berrou
E fez que a terra se abrisse
E dali - o guasca surgisse
Sobre o lombo do cavalo,
Volteando a história de um pialo
Pra que o gaúcho existisse!
Morri - mas ressuscitei,
Das cinzas da minha fé,
O sangue de são sepé
Me fez santo - eu me fiz rei:
Gaucho me transformei
Num barbaresco improviso
E - ali no chão impreciso,
De parceria com o vento,
Sou hoje - o prolongamento,
Do chão sagrado onde piso!