Letra de Missioneiro - Cristiano Quevedo
Disco A
01
Caminhantes
02
Rio Grande Antigo
03
O Último Adeus De Quem Ganha O Céu
04
Brasileiro Puro-sangue
05
Alma Costeira
06
Pra Quem Deixa a Querência
07
Tapaboca
08
Dos Picumãs da Memória
09
Canto Aos Voluntários
10
Onde Meu Canto Tem Vida
11
Família Rural
12
Do Quarai ao Pontal
13
Missioneiro
14
Na Estância do Pirajú
Missioneiro
Rezo a prece inaugural
Do payador das missões
Que amanheceu nos fogões
Sobre um couro de bagual
Enquanto ouvia um sorçal
Floreando um hino de guerra,
Na melodia que encerra
A origem dos instrumentos
E o tupã - senhor dos ventos,
Benzia os cantos da terra!
De onde venho? - pra onde vou?
- o que não sabe - adivinha!
Venho do riba da linha,
Lá - onde a pátria se gerou.
O rio uruguai berrou
E fez que a terra se abrisse
E dali - o guasca surgisse
Sobre o lombo do cavalo,
Volteando a história de um pialo
Pra que o gaúcho existisse!
Morri - mas ressuscitei,
Das cinzas da minha fé,
O sangue de são sepé
Me fez santo - eu me fiz rei:
Gaucho me transformei
Num barbaresco improviso
E - ali no chão impreciso,
De parceria com o vento,
Sou hoje - o prolongamento,
Do chão sagrado onde piso!
Do payador das missões
Que amanheceu nos fogões
Sobre um couro de bagual
Enquanto ouvia um sorçal
Floreando um hino de guerra,
Na melodia que encerra
A origem dos instrumentos
E o tupã - senhor dos ventos,
Benzia os cantos da terra!
De onde venho? - pra onde vou?
- o que não sabe - adivinha!
Venho do riba da linha,
Lá - onde a pátria se gerou.
O rio uruguai berrou
E fez que a terra se abrisse
E dali - o guasca surgisse
Sobre o lombo do cavalo,
Volteando a história de um pialo
Pra que o gaúcho existisse!
Morri - mas ressuscitei,
Das cinzas da minha fé,
O sangue de são sepé
Me fez santo - eu me fiz rei:
Gaucho me transformei
Num barbaresco improviso
E - ali no chão impreciso,
De parceria com o vento,
Sou hoje - o prolongamento,
Do chão sagrado onde piso!