Letra de De Quando Um Centauro Renasceu - Joca Martins
Disco A
01
Aos Olhos do Amanhecer
02
Pra Mostrar Nosso Afronte
03
Chamarra do pé Esquerdo
04
Sobre o Homem que Vinha Num Mouro
05
A Don Oscar Urruty
06
Num Fundo Da Pampa Grande
07
Do Meu Mate Hoje Cedo
08
De Bolichos e Razões
09
Dos Olhos De Quem Me Faria Feliz
10
Quando O Cantar Dos Galos Perdeu A Importância
11
De Quando Um Centauro Renasceu
12
Nesta Hora
13
Milonga De Coisas E Vida
14
Teus Olhos
15
De Ilha e de Rio
16
Um Causo Pra O Que Pretende Partir
De Quando Um Centauro Renasceu
Estava escrito no jornal
Uma notícia que ninguém leu
Dia hora e local
Em que um centauro renasceu
Falava de um charreteiro
Que foi peão de renome
Antes de fazer-se multidão
Perder rastro rosto e nome
Matungo chamavam o cavalo
Que se soube foi flor de flete
Antes de escaçar o pasto
E carregar o mundo, o mundo num frete
Quem vê assim estes dois
Depois das ruas da cidade
Não imagina inteiro
O que vê pela metade
Dizem dava gosto de ver
Aquela figura, figura inteira
Homem mesclado a cavalo
Num aparte de mangueira
Mas como eu ia dizendo
O baio vinha vergando
Ferida aberta no lombo
Sangue no asfalto pingando
E aquele charreteiro
Que foi peão de renome
Sabe bem que sem o frete
A piazada não come
Quem vê assim estes dois
Depois das ruas da cidade
Não imagina inteiro
O que vê pela metade
E aquele charreteiro
Hoje sem rastro e sem nome
Sabe que deve ao matungo
O tempo em que teve renome
O homem puxava a charrete
Notícia que todo mundo leu
Pra que o baio curasse a ferida
Que o peso do mundo lhe deu
Estava escrito no jornal
Uma notícia que ninguém leu
Aquele homem se fez cavalo
Um centauro renasceu
Quem vê assim estes dois
Depois das ruas da cidade
Não imagina inteiro
O que vê pela metade
{repete}
Estava escrito no jornal
Uma notícia que ninguém leu
Uma notícia que ninguém leu
Dia hora e local
Em que um centauro renasceu
Falava de um charreteiro
Que foi peão de renome
Antes de fazer-se multidão
Perder rastro rosto e nome
Matungo chamavam o cavalo
Que se soube foi flor de flete
Antes de escaçar o pasto
E carregar o mundo, o mundo num frete
Quem vê assim estes dois
Depois das ruas da cidade
Não imagina inteiro
O que vê pela metade
Dizem dava gosto de ver
Aquela figura, figura inteira
Homem mesclado a cavalo
Num aparte de mangueira
Mas como eu ia dizendo
O baio vinha vergando
Ferida aberta no lombo
Sangue no asfalto pingando
E aquele charreteiro
Que foi peão de renome
Sabe bem que sem o frete
A piazada não come
Quem vê assim estes dois
Depois das ruas da cidade
Não imagina inteiro
O que vê pela metade
E aquele charreteiro
Hoje sem rastro e sem nome
Sabe que deve ao matungo
O tempo em que teve renome
O homem puxava a charrete
Notícia que todo mundo leu
Pra que o baio curasse a ferida
Que o peso do mundo lhe deu
Estava escrito no jornal
Uma notícia que ninguém leu
Aquele homem se fez cavalo
Um centauro renasceu
Quem vê assim estes dois
Depois das ruas da cidade
Não imagina inteiro
O que vê pela metade
{repete}
Estava escrito no jornal
Uma notícia que ninguém leu