Letra de Sobre o Homem que Vinha Num Mouro - Joca Martins
Disco A
01
Aos Olhos do Amanhecer
02
Pra Mostrar Nosso Afronte
03
Chamarra do pé Esquerdo
04
Sobre o Homem que Vinha Num Mouro
05
A Don Oscar Urruty
06
Num Fundo Da Pampa Grande
07
Do Meu Mate Hoje Cedo
08
De Bolichos e Razões
09
Dos Olhos De Quem Me Faria Feliz
10
Quando O Cantar Dos Galos Perdeu A Importância
11
De Quando Um Centauro Renasceu
12
Nesta Hora
13
Milonga De Coisas E Vida
14
Teus Olhos
15
De Ilha e de Rio
16
Um Causo Pra O Que Pretende Partir
Sobre o Homem que Vinha Num Mouro
Na boca do povo correu
Num destes fundões do fim do mundo,
Que vinha num mouro
Um paisano,
Com ares de viramundo.
Há muito corria na boca de muitos
Que um do rincão tinha dito,
Que em algum lugar "tava" escrito
Que ele viria.
Na boca do povo - a voz de deus,
Corria pelo rincão do fundo
Que o homem que vinha num mouro,
Vinha... Vinha virar o mundo.
Corriam todos do rincão
A pagar promessas,
Apagar pecados,
A lavar as mãos,
E então - esperar pelo mundo mudado.
O homem do mouro era só um homem
Que sabe da força que os homens tem,
E quando sabem da força de serem tantos
Quantos precisam para ir mais além.
Então o mundo amanheceu igual
Amanheceu exatamente igual...
Não seria um deus
O que vinha num mouro, afinal?
Maldizia o viramundo,
A voz de deus - na boca do povo,
Alguém tinha dito - estava escrito,
Agora era esperar de novo.
Num destes fundões do fim do mundo,
Que vinha num mouro
Um paisano,
Com ares de viramundo.
Há muito corria na boca de muitos
Que um do rincão tinha dito,
Que em algum lugar "tava" escrito
Que ele viria.
Na boca do povo - a voz de deus,
Corria pelo rincão do fundo
Que o homem que vinha num mouro,
Vinha... Vinha virar o mundo.
Corriam todos do rincão
A pagar promessas,
Apagar pecados,
A lavar as mãos,
E então - esperar pelo mundo mudado.
O homem do mouro era só um homem
Que sabe da força que os homens tem,
E quando sabem da força de serem tantos
Quantos precisam para ir mais além.
Então o mundo amanheceu igual
Amanheceu exatamente igual...
Não seria um deus
O que vinha num mouro, afinal?
Maldizia o viramundo,
A voz de deus - na boca do povo,
Alguém tinha dito - estava escrito,
Agora era esperar de novo.