Letra de Quando O Cantar Dos Galos Perdeu A Importância - Joca Martins
Disco A
01
Aos Olhos do Amanhecer
02
Pra Mostrar Nosso Afronte
03
Chamarra do pé Esquerdo
04
Sobre o Homem que Vinha Num Mouro
05
A Don Oscar Urruty
06
Num Fundo Da Pampa Grande
07
Do Meu Mate Hoje Cedo
08
De Bolichos e Razões
09
Dos Olhos De Quem Me Faria Feliz
10
Quando O Cantar Dos Galos Perdeu A Importância
11
De Quando Um Centauro Renasceu
12
Nesta Hora
13
Milonga De Coisas E Vida
14
Teus Olhos
15
De Ilha e de Rio
16
Um Causo Pra O Que Pretende Partir
Quando O Cantar Dos Galos Perdeu A Importância
Falado:
Quando o compasso do mundo mudou
E o cantar dos galos perdeu a importância
Os tempos se fizeram outros
Antes e depois da porteira da estância
Quando os motores do tempo
Mudaram tudo num instante
Tudo que o homem fazia
Deixou de ser o bastante
O homem inventou suas máquinas
Aos poucos perdeu a importância
Sobraram braços no mundo
Antes e depois da porteira da estância
Falado:
Quando os galos fizeram-se inúteis
E sem serventia aos braços
Multiplicou-se a falta de pão
Minguaram sorrisos, abraços
Foi quando calaram-se os galos
E o mundo ficou tão estranho
Nele já não cabem todos
Ainda que mesmo o seu tamanho
Quem for os que sabe o tempo
Que a doma de um xucro consome
Saberá quando se doma um olhar
Se faz natural a visão da fome
Quem for do que sabe do tempo
Dos homens com olhos atentos
Porque endureceu nosso olhar
Quando os passos deixaram de ser lentos
Falado:
Quando o cantar dos galos perdeu a importância
Ao seu olhar ignorante
O homem fez um mundo moderno
E o mundo ficou pior que antes
Antes e depois da porteira da estância
{repete}
Quando o compasso do mundo mudou
E o cantar dos galos perdeu a importância
Os tempos se fizeram outros
Antes e depois da porteira da estância
Quando os motores do tempo
Mudaram tudo num instante
Tudo que o homem fazia
Deixou de ser o bastante
O homem inventou suas máquinas
Aos poucos perdeu a importância
Sobraram braços no mundo
Antes e depois da porteira da estância
Falado:
Quando os galos fizeram-se inúteis
E sem serventia aos braços
Multiplicou-se a falta de pão
Minguaram sorrisos, abraços
Foi quando calaram-se os galos
E o mundo ficou tão estranho
Nele já não cabem todos
Ainda que mesmo o seu tamanho
Quem for os que sabe o tempo
Que a doma de um xucro consome
Saberá quando se doma um olhar
Se faz natural a visão da fome
Quem for do que sabe do tempo
Dos homens com olhos atentos
Porque endureceu nosso olhar
Quando os passos deixaram de ser lentos
Falado:
Quando o cantar dos galos perdeu a importância
Ao seu olhar ignorante
O homem fez um mundo moderno
E o mundo ficou pior que antes
Antes e depois da porteira da estância
{repete}