Letra de No Interior dos Galpões - Joca Martins
Disco A
01
Dos Ancestrais Até Aqui
02
Alma Nativa
03
Motivos de Campo
04
Extraviado
05
Minha Mania
06
Quando o Céu Abre Porteiras
07
No Interior dos Galpões
08
De Cantar em Versos
09
Da Alma Branca dos que têm Saudade
10
Só Resta o Retrato
11
Km 11
12
Tua Paz
13
Cuando Mi Linda Partió
14
Pela Lágrima
No Interior dos Galpões
Na hora que o sol apeia do lombo largo da pampa
Um poncho negro desaba e o dia muda de estampa
Pelos galpões das fazendas voltam à cena os tições
Formando a roda de mate, confessionário de peões
Do escuro brotam guitarras tropeando notas inquietas
Algum milagre acontece e campeiros viram poetas
Vão despontando pajadas e trovas de rimas tortas
Num ofertório de vidas até pras milongas mortas
As vozes rudes se erguem ponteando o canto dos galos
E as labaredas se agrandam como montando em cavalos
Quem tem raiz nos arreios floresce em lombo de xucros
A casco planta sementes das quais jamais colhe lucros
E o pasto nas invernadas vive seus dias contados
Em vez de vaca com cria vai ter tratores e arados
Por esses peões em vigília junto do angico que arde
Que o universo sangrando põe luto nos fins de tarde.
Um poncho negro desaba e o dia muda de estampa
Pelos galpões das fazendas voltam à cena os tições
Formando a roda de mate, confessionário de peões
Do escuro brotam guitarras tropeando notas inquietas
Algum milagre acontece e campeiros viram poetas
Vão despontando pajadas e trovas de rimas tortas
Num ofertório de vidas até pras milongas mortas
As vozes rudes se erguem ponteando o canto dos galos
E as labaredas se agrandam como montando em cavalos
Quem tem raiz nos arreios floresce em lombo de xucros
A casco planta sementes das quais jamais colhe lucros
E o pasto nas invernadas vive seus dias contados
Em vez de vaca com cria vai ter tratores e arados
Por esses peões em vigília junto do angico que arde
Que o universo sangrando põe luto nos fins de tarde.