Letra de Lamento de Cantador - Xiru Missioneiro
Disco A
01
Bagual e Meio
02
Tando Mais o Meno Tá Louco de Bom
03
O Guasca e a Roqueira
04
Tasca de Vila
05
Domado a Pau
06
A Nega Marculina
07
Corpo Esgualepado
08
Gaudério Boa Vida
09
De Pura Cepa
10
Jeito Missioneiro
11
Lamento de Cantador
12
Amor de Atravessado
13
Estância Ferradura
14
Procurando Sarna
15
João Campeiro e a Maria
16
Peão Mimoso
Lamento de Cantador
Voltei no meu pago pra pisar na grama
Cheirar o campo, comer guamirim
Rever o rastro da carreta grande
Entocar zorrilho no pé de cupim
Encher a pipa na fonte nativa
Caminhar por cima da taipa do açude
Fazer aquilo que eu já tinha feito
E alguma coisa que em guri não pude
Vi as raízes viradas pra cima
E o capão que tinha cortaram também
E aquele campestre, onde pastava o gado
Tá tudo virado, nem grama não tem
Viraram rastros, arrancaram pastos
E o guamirinzal, fizeram fogo em tocha
Não vi quero-quero, nem canto de grilo
E o velho zorrilho, não tem mais a toca
O mangueirão de varejão roliço, de cerne e mociço
Queimaram as tronqueiras
Do cinamomo que tinha copado
Caiu abraçado com o pé de figueira
O trator do gringo entupiu a fonte
Atuiou o açude nem a taipa presta
Do que era muito, resta poucos tronco
E do que era pouco, de si nada resta
Nem do bugio escutei mais o ronco
Sentado num tronco cheguei a chorar
A figueira grande tava derrubada
Aonde eu brincava nos tempos de piá
Viraram rastros, arrancaram pastos
E o guamirinzal, fizeram fogo em tocha
Não vi quero-quero, nem canto de grilo
E o velho zorrilho, não tem mais a toca
Cheirar o campo, comer guamirim
Rever o rastro da carreta grande
Entocar zorrilho no pé de cupim
Encher a pipa na fonte nativa
Caminhar por cima da taipa do açude
Fazer aquilo que eu já tinha feito
E alguma coisa que em guri não pude
Vi as raízes viradas pra cima
E o capão que tinha cortaram também
E aquele campestre, onde pastava o gado
Tá tudo virado, nem grama não tem
Viraram rastros, arrancaram pastos
E o guamirinzal, fizeram fogo em tocha
Não vi quero-quero, nem canto de grilo
E o velho zorrilho, não tem mais a toca
O mangueirão de varejão roliço, de cerne e mociço
Queimaram as tronqueiras
Do cinamomo que tinha copado
Caiu abraçado com o pé de figueira
O trator do gringo entupiu a fonte
Atuiou o açude nem a taipa presta
Do que era muito, resta poucos tronco
E do que era pouco, de si nada resta
Nem do bugio escutei mais o ronco
Sentado num tronco cheguei a chorar
A figueira grande tava derrubada
Aonde eu brincava nos tempos de piá
Viraram rastros, arrancaram pastos
E o guamirinzal, fizeram fogo em tocha
Não vi quero-quero, nem canto de grilo
E o velho zorrilho, não tem mais a toca