Letra de Chora Gaita Véia / Abrindo Cancha - Mauro Moraes
Disco A
01
Milongueando uns Troços / Feito o Carreto
02
Quieto no Meu Canto/ Milonga de Compadre
03
No Osso do Peito
04
Lástima - Part. Esp. Marcello Caminha
05
Fulanos e Sicranos/ A Boa Vista do Peão de Tropa
06
A Troca de Nada / Cuia e Cambona
07
Na Ponta dos Dedos - Part. Esp. Rodrigo Madrid
08
Batendo Casco
09
Chamamecero
10
Canção do Verde - part. esp. Joca Martins
11
Atando o Cavalo
12
Em Cima do Laço
13
Com ciscos nos Olhos - Part. Esp. Eduardo Varella e Daniel Zanotelli
14
Milonga pra Loco - Part. Esp. Eduardo Varella e Daniel Zanotelli
15
Com o Violão na Garupa / Interioranos
16
Chora Gaita Véia / Abrindo Cancha
17
Cabanha Touro Passo - Part. Esp. César Oliveira e Rogério Melo
18
Milonga Abaixo de Mau Tempo - Part. Esp. César Oliveira e Rogério melo
Chora Gaita Véia / Abrindo Cancha
Se a mim me tocar pelar o chibo duma gaita veiaca
gasguita de fole!
Comigo não tem de tronqueira, atropelo em mangueira
Sampando de lote...
Eu trago ao tranco a mirada d'uma sombra estirada
E um romance a capricho,
Sou tipo flor de gaúcho, loco de macanudo
Criado em bochincho...
Comigo não tem de floreio e quarquer negaceio
Tem gaita e cambicho...
Eu trago uma escrita charrua numa rastra pampa
Chairada em refrega...
Um baita estadão de fachada com a égua encilhada
Pateando macega...
A alma atada à cordeona campeando as bocona
De gavarzito nas pedras...
(Chora gaita véia!
-Bufa e prende o grito...
Contra falta envido!
-Contra falta o resto...
E o bailongo se estende deixando de lambuja
As alpargata barbuda e o coraçao desdomado
D'uma morena cor de cuia galponeando a lo largo!) Bis
(Declamado)
"Do Japejú ao Toro Passo
No corredor de um gaitaço
A indiada mete o cavalo
Num compassão de campanha...
Cheio das "balda", das "manha"
Não "temo" perna ensaboada
Nem "refuguemo" bolada,
Nós "semo" de Uruguaiana."
/
Quando um chão batido campeiro
mete um pandeiro na charla.
A cordeona incha a garupa
despeona e lá vai pedrada...
A guitarra arranca guanxuma
donde se apruma a rodada.
Deixando a alma maneada
nas coplas de cincha atada.
Quando a gauchada se agarra
as garras sabem o ofício.
De aperta as "bocona" ao tranco
d'um "rasguidão correntino"...
Balconero me serve um liso
num compassão de fronteira.
Que eu trago "as balda" grongueira
pra "acolherá" um cambicho.
Bamo atropelando cambada
abrindo cancha em campanha
donde "saimo dos cueros"
com os "perro" toreando Pampa...
E a la gandaia o gaiteiro
com a redomona nos braços
reboleia o verso pra um pealo
entre o violão e o cavalo.
Gauchona toca essa naba
com as vaca no corredor.
Dando bote em pingo dágua
com o mate por fiador...
Bamo desdomando "as ilhera"
donde cochila "os botão".
Com os "calavera" no bico
hora botando envido
hora cantando flor!
gasguita de fole!
Comigo não tem de tronqueira, atropelo em mangueira
Sampando de lote...
Eu trago ao tranco a mirada d'uma sombra estirada
E um romance a capricho,
Sou tipo flor de gaúcho, loco de macanudo
Criado em bochincho...
Comigo não tem de floreio e quarquer negaceio
Tem gaita e cambicho...
Eu trago uma escrita charrua numa rastra pampa
Chairada em refrega...
Um baita estadão de fachada com a égua encilhada
Pateando macega...
A alma atada à cordeona campeando as bocona
De gavarzito nas pedras...
(Chora gaita véia!
-Bufa e prende o grito...
Contra falta envido!
-Contra falta o resto...
E o bailongo se estende deixando de lambuja
As alpargata barbuda e o coraçao desdomado
D'uma morena cor de cuia galponeando a lo largo!) Bis
(Declamado)
"Do Japejú ao Toro Passo
No corredor de um gaitaço
A indiada mete o cavalo
Num compassão de campanha...
Cheio das "balda", das "manha"
Não "temo" perna ensaboada
Nem "refuguemo" bolada,
Nós "semo" de Uruguaiana."
/
Quando um chão batido campeiro
mete um pandeiro na charla.
A cordeona incha a garupa
despeona e lá vai pedrada...
A guitarra arranca guanxuma
donde se apruma a rodada.
Deixando a alma maneada
nas coplas de cincha atada.
Quando a gauchada se agarra
as garras sabem o ofício.
De aperta as "bocona" ao tranco
d'um "rasguidão correntino"...
Balconero me serve um liso
num compassão de fronteira.
Que eu trago "as balda" grongueira
pra "acolherá" um cambicho.
Bamo atropelando cambada
abrindo cancha em campanha
donde "saimo dos cueros"
com os "perro" toreando Pampa...
E a la gandaia o gaiteiro
com a redomona nos braços
reboleia o verso pra um pealo
entre o violão e o cavalo.
Gauchona toca essa naba
com as vaca no corredor.
Dando bote em pingo dágua
com o mate por fiador...
Bamo desdomando "as ilhera"
donde cochila "os botão".
Com os "calavera" no bico
hora botando envido
hora cantando flor!