Letra de Antônio Farrapo - Fabrício Luíz
Fabrício Luíz
CD A Canha 2018
Disco A
01
Campo a Fora
02
Chama Crioula
03
Criado em Galpão
04
A Canha
05
Fandango de Chão Batido
06
Matança / Forma Cavalo
07
Entrando de Carancho
08
Meu Viver Campesino
09
Assim Começa o Dia
10
Lamento Campesino
11
Linda Terra Sulina
12
Fandango na Fronteira
13
Antônio Farrapo
14
De Quem Nasceu Para os Cavalos
Antônio Farrapo
( Fabrício Luíz )
Antônio Farrapo foi um bueno peão de estância
Orgulhava o seu patrão, que lhe dava importância
Um dia depois da lida Antônio em casa chegou mais cedo
E encontrou sua filha chorando, apavorada de medo
Foi o filho do patrão que lhe causou a maldade
E em seguida se bandeou em direção a cidade
Antônio que sempre foi submisso ao patrão
Trabalhou toda sua vida com respeito e devoção
Encilhou o seu cavalo, afiou a carneadeira
E num galope sereno cruzou a velha porteira
Num ritual silencioso, onde a própria imagem fala
Se foi o guasca penoso, tristeza que não se iguala
Passava de meia noite quando na cidade entrou
E num bolicho de taita o rapaz ele avistou
O jovem quando o viu, os olhos arregalou
E tentou se explicar, mas de nada adiantou
Sentiu o fio da adaga de joelhos foi ao chão
Num instante viu Antônio e no outro a escuridão
O guasca que sempre foi acima de tudo honrado
ficou ao lado do morto, não fugiu apavorado
Logo a polícia chegou e levaram o coitado
De genuíno peão de estância à bandido relegado
Não suportando a saudade da família e do lar
Antônio também se foi para nunca mais voltar
Antônio Farrapo foi um bueno peão de estância
Orgulhava o seu patrão, que lhe dava importância
Um dia depois da lida Antônio em casa chegou mais cedo
E encontrou sua filha chorando, apavorada de medo
Foi o filho do patrão que lhe causou a maldade
E em seguida se bandeou em direção a cidade
Antônio que sempre foi submisso ao patrão
Trabalhou toda sua vida com respeito e devoção
Encilhou o seu cavalo, afiou a carneadeira
E num galope sereno cruzou a velha porteira
Num ritual silencioso, onde a própria imagem fala
Se foi o guasca penoso, tristeza que não se iguala
Passava de meia noite quando na cidade entrou
E num bolicho de taita o rapaz ele avistou
O jovem quando o viu, os olhos arregalou
E tentou se explicar, mas de nada adiantou
Sentiu o fio da adaga de joelhos foi ao chão
Num instante viu Antônio e no outro a escuridão
O guasca que sempre foi acima de tudo honrado
ficou ao lado do morto, não fugiu apavorado
Logo a polícia chegou e levaram o coitado
De genuíno peão de estância à bandido relegado
Não suportando a saudade da família e do lar
Antônio também se foi para nunca mais voltar