Letra de Terra Santa - Iedo Silva
Disco A
01
Cara de Pavio
02
Dedo de Prosa
03
Saudade na Garupa
04
Terra Santa
05
Lagarteando
06
Mi Maior de Gavetão
07
Sonho Real
08
Milonga da Fronteira
09
O Rabo do Bugio
10
Baita Velho
11
Gauderiada
12
Xote Laranjeira
13
Trago, Cantiga e Mulher
14
Lida Campeira
15
Cantorias
16
Despedida de Peão
17
Ecos do Pampa
18
Velho Peão
Terra Santa
Moro no fundo do campo lá na costa do capão
Vou levando minha vida vivendo da plantação
Preparo bem minha terra com arado, foice e facão
Plantando e também colhendo os frutos do nosso chão.
Só querosene, sal e açúcar
Eu tenho que ir no bolicho comprar –
Por que o resto nesta terra santa
Pra gente que planta, é certo que dá!
O arroz que a gente come, no pilão é bem socado,
Da casca faço um adubo, prás plantas o cercado –
O feijão que vai pra era, pra depois ser debulhado,
Com batida de manguá ou nas patas do tostado.
Do trigo faço a farinha, da farinha faço o pão
Do resto faço um chapéu, pros mormaço do verão –
Do milho faço a canjica, o sabugo pro fogão,
E a palha vai pro palheiro e o resto pro colchão.
Porco gordo no chiqueiro pra fazer a banha pura
Da carne faço lingüiça e a morcilha das grossuras
E o leite da Barrosa vai pro queijo e rapadura,
Pro tempero disso tudo, uma horta de verdura.
Nos fundos um arvoredo com muitas frutas no pé
Planto batata, mandioca, o inhame pro café –
A água vem da cacimba e a luz do lampião,
Planto fumo pro palheira e a erva pro chimarrão.
Vou levando minha vida vivendo da plantação
Preparo bem minha terra com arado, foice e facão
Plantando e também colhendo os frutos do nosso chão.
Só querosene, sal e açúcar
Eu tenho que ir no bolicho comprar –
Por que o resto nesta terra santa
Pra gente que planta, é certo que dá!
O arroz que a gente come, no pilão é bem socado,
Da casca faço um adubo, prás plantas o cercado –
O feijão que vai pra era, pra depois ser debulhado,
Com batida de manguá ou nas patas do tostado.
Do trigo faço a farinha, da farinha faço o pão
Do resto faço um chapéu, pros mormaço do verão –
Do milho faço a canjica, o sabugo pro fogão,
E a palha vai pro palheiro e o resto pro colchão.
Porco gordo no chiqueiro pra fazer a banha pura
Da carne faço lingüiça e a morcilha das grossuras
E o leite da Barrosa vai pro queijo e rapadura,
Pro tempero disso tudo, uma horta de verdura.
Nos fundos um arvoredo com muitas frutas no pé
Planto batata, mandioca, o inhame pro café –
A água vem da cacimba e a luz do lampião,
Planto fumo pro palheira e a erva pro chimarrão.