Letra de Décima do Redomão - Jorge Guedes e Família
Disco A
01
Nego Betão
02
Cuiudo Gateado
03
Sem Tinta
04
Bochincho Sem Fronteiras
05
Um Velho Cheirando a Pampa
06
Caso o Gaúcho Morrer
07
Anjo e Flor - Part. Oscar Soares
08
Décima do Redomão
09
Chamameceros de Ley
10
Matear e Matear
11
Nas Trilhas do Mato Grande - Part. Gilmar Martinelli
12
Guri Costeiro
13
Um Pedido a São Miguel
14
Eu Já Nasci Enforquilhado
15
No Lombo do Meu Rosilho
Décima do Redomão
Fui “campereá” me cuidando
E, até meio contrariado,
Num redomão assustado
Que eu estava acostumando...
Ele já saiu se espiando,
Como prevendo um apuro!
Eu até que me “asseguro”,
Mas senti um frio na barriga
Quando ele foi para a briga
Troteando de lombo duro!
Foi se assustando de tudo,
De sombra, cocho e cancela
E, de uma pobre cadela,
Errou um coice “moeludo”!
Ainda era cuiúdo
E, quando viu a manada,
Resolveu “ topá” a parada
E se empinou, combativo,
Quando eu soltei os “estrivo”
Com medo de uma boleada!
Mas se acalmou, despacito...
Pegou o trote e o rumo
E “camperiei” o consumo
Que estava gordo e bonito
E eu, que nunca facilito,
Pois me criei perigando,
Já estava me desarmando
Ao ver que o flete, entonado,
Troteava meio cansado
Com a “peiteira” espumando!
Eu até vinha faceiro,
Pensando em qualquer bobagem,
Envolvido na paisagem
Que segue além dos potreiros;
Olhando vaca e terneiro,
Costeando sanga e banhado...
Foi quando, no descampado,
Sem aviso e meio às cegas,
Se levantou, da macega,
Um perdigão amoitado!
Oigalê, sebruno louco!
Parece que viu a morte!
Perdeu a doma e o norte
E não me perdeu por pouco!
Saiu gastando os meus “troco”,
Rasgando o campo no meio;
Parecia um tempo feio
Trovejando e escurecendo
E eu ia me defendendo
Pra não saltar dos “arreio”!
Ás vezes nos toca a volta
De se “dançá” com a mais feia;
E a trança que nos maneia
É a mesma que depois solta!
O sebruno em viravolta,
O patrão viu lá do “brête”!
Mandou castrar no piquete
E vendeu pra uma tropilha
Onde ele rasga as “virilha”
De algum metido a ginete!
E, até meio contrariado,
Num redomão assustado
Que eu estava acostumando...
Ele já saiu se espiando,
Como prevendo um apuro!
Eu até que me “asseguro”,
Mas senti um frio na barriga
Quando ele foi para a briga
Troteando de lombo duro!
Foi se assustando de tudo,
De sombra, cocho e cancela
E, de uma pobre cadela,
Errou um coice “moeludo”!
Ainda era cuiúdo
E, quando viu a manada,
Resolveu “ topá” a parada
E se empinou, combativo,
Quando eu soltei os “estrivo”
Com medo de uma boleada!
Mas se acalmou, despacito...
Pegou o trote e o rumo
E “camperiei” o consumo
Que estava gordo e bonito
E eu, que nunca facilito,
Pois me criei perigando,
Já estava me desarmando
Ao ver que o flete, entonado,
Troteava meio cansado
Com a “peiteira” espumando!
Eu até vinha faceiro,
Pensando em qualquer bobagem,
Envolvido na paisagem
Que segue além dos potreiros;
Olhando vaca e terneiro,
Costeando sanga e banhado...
Foi quando, no descampado,
Sem aviso e meio às cegas,
Se levantou, da macega,
Um perdigão amoitado!
Oigalê, sebruno louco!
Parece que viu a morte!
Perdeu a doma e o norte
E não me perdeu por pouco!
Saiu gastando os meus “troco”,
Rasgando o campo no meio;
Parecia um tempo feio
Trovejando e escurecendo
E eu ia me defendendo
Pra não saltar dos “arreio”!
Ás vezes nos toca a volta
De se “dançá” com a mais feia;
E a trança que nos maneia
É a mesma que depois solta!
O sebruno em viravolta,
O patrão viu lá do “brête”!
Mandou castrar no piquete
E vendeu pra uma tropilha
Onde ele rasga as “virilha”
De algum metido a ginete!