Letra de Caso o Gaúcho Morrer - Jorge Guedes e Família
Disco A
01
Nego Betão
02
Cuiudo Gateado
03
Sem Tinta
04
Bochincho Sem Fronteiras
05
Um Velho Cheirando a Pampa
06
Caso o Gaúcho Morrer
07
Anjo e Flor - Part. Oscar Soares
08
Décima do Redomão
09
Chamameceros de Ley
10
Matear e Matear
11
Nas Trilhas do Mato Grande - Part. Gilmar Martinelli
12
Guri Costeiro
13
Um Pedido a São Miguel
14
Eu Já Nasci Enforquilhado
15
No Lombo do Meu Rosilho
Caso o Gaúcho Morrer
Eu não sou tatu peludo
Pra viver dentro da toca
Mas para honrar este pago
Me enterro que nem minhoca
Tapeio o chapéu na nuca
E se vão lidar co’a potrada
Quando laçarem o mais maula
Eu chego e peço a bolada
Dou um fio nas duas rosetas
Deixo saltando faísca
Pois ferramenta que eu uso
Quando não corta belisca
Me agrada carreira grande
China e peleia de mango
E de ver uma oito soco
Se desmanchar num fandango
Caso o gaúcho morrer
Depois de um grande entrevero
Vai ficar nas pupilas de deus
Como um quadro derradeiro
Um índio bem à cavalo
Com um sapukay de guerreiro
Abrindo o peito de taura
No lombo dum caborteiro
E o rio grande se guasqueando
Na goela de um missioneiro
Desde que eu fui desmamado
Neste chão que ainda é meu
Ouço os lacaios dizerem
Que o gaúcho já morreu
Pra quem fala que eu morri
Dou de presente parceiro
Um bocal “sujo’’ de sangue
E da baba dum caborteiro
Tenho orgulho desta terra
Castigada da punilha
Onde ainda se houve o grito
Dum centauro na coxilha
Caso o gaúcho morra
E um pranto triste desande
Faça uma prece crioula
Depois escreva e me mande
Quem sabe deus no galpão
Lendo essa prece ao matear
Diga à São Pedro : O Gaúcho
Precisa ressuscitar
Talvez num bagual do céu
Lindaço onde quer que ande
Me mande eu voltar pra pampa
Beijar os pés do rio grande
Pra viver dentro da toca
Mas para honrar este pago
Me enterro que nem minhoca
Tapeio o chapéu na nuca
E se vão lidar co’a potrada
Quando laçarem o mais maula
Eu chego e peço a bolada
Dou um fio nas duas rosetas
Deixo saltando faísca
Pois ferramenta que eu uso
Quando não corta belisca
Me agrada carreira grande
China e peleia de mango
E de ver uma oito soco
Se desmanchar num fandango
Caso o gaúcho morrer
Depois de um grande entrevero
Vai ficar nas pupilas de deus
Como um quadro derradeiro
Um índio bem à cavalo
Com um sapukay de guerreiro
Abrindo o peito de taura
No lombo dum caborteiro
E o rio grande se guasqueando
Na goela de um missioneiro
Desde que eu fui desmamado
Neste chão que ainda é meu
Ouço os lacaios dizerem
Que o gaúcho já morreu
Pra quem fala que eu morri
Dou de presente parceiro
Um bocal “sujo’’ de sangue
E da baba dum caborteiro
Tenho orgulho desta terra
Castigada da punilha
Onde ainda se houve o grito
Dum centauro na coxilha
Caso o gaúcho morra
E um pranto triste desande
Faça uma prece crioula
Depois escreva e me mande
Quem sabe deus no galpão
Lendo essa prece ao matear
Diga à São Pedro : O Gaúcho
Precisa ressuscitar
Talvez num bagual do céu
Lindaço onde quer que ande
Me mande eu voltar pra pampa
Beijar os pés do rio grande