Alegrete · Rio Grande do Sul · Brasil
Letra de música

No Mesmo Tranco

Zezinho e Floreio · Do Jeito Que Eu Gosto

Capa de Do Jeito Que Eu Gosto
Zezinho e Floreio

No Mesmo Tranco

Do Jeito Que Eu Gosto · 2015
Ouvindo as esporas me fiz andarengo, Por ser meio rengo uma canta em primeira A outra responde num tom mais acima E as duas se afinam dançando a vaneira. Assim é a vida, assim é meu jeito, Se tenho defeitos, virtudes me sobram Não grito por pouco, não pulo janela E só na capela meus joelhos se dobram. Sou voz de cordeona que brota da alma As vezes com calma e outras nem tanto. Eu sou o Rio Grande que vem do gaitaço Com ela nos braços é qu ‘eu me garanto. Tudo que eu sei aprendi nos “aperto” O campo liberto foi meu gabinete, Se tudo vem fácil a gente nem nota E a perna cambota não faz o ginete Eu sou sempre o mesmo, não mudo a pegada, Por coisas passadas não perco meu sono. Não gosto de burro qu’ é manso por magro Mas quando tratado derruba o seu dono. Ref Eu sigo na lida de taura gaiteiro Tapeando o sombreiro e suando a camisa D’estampa campeira meu luxo é o sorriso Prum cabelo liso nem pente precisa. Cortado do tempo que a tudo consome Não sou mais um homem de farra em balcão Mas levo ao reponte a mesma cantiga Que fala de vida, de povo e de chão.
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