Letra de Paraíso Perdido - Rock de Galpão
Disco A
01
Milonga Para as Missões
02
Recuerdos da 28
03
Gaudêncio Sete Luas
04
Yo Tengo Tantos Hermanos (Los Hermanos)
05
Prenda Minha
06
Desgarrados
07
Romance do Pala Velho
08
Cordas de Espinho
09
Entrando no M'Bororé
10
Paraíso Perdido
11
Canto dos Livres
12
Couro Cru
13
Eu Reconheço Que Sou Um Grosso
14
Os Homens de Preto
15
Amigo Punk
16
Não Podemo Se Entregá Pros Home
Paraíso Perdido
Quem já leu o livro santo
Conheceu o que é preciso,
Entendeu o paraíso
Que era um lugaraço e tanto,
Na realidade o encanto
Dos tempos de antigamente,
Ali não havia doente,
Todo mundo era sadio,
Céu e campo - mato e rio
E primavera somente!
Que beleza de lugar,
Diz a sagrada escritura,
A lua de graça - água pura,
Sem beniagá a incomodar,
Sem imposto pra pagar,
Sem as filas - sem bandido,
Sem congresso - sem partido,
Ontem - hoje e amanhã,
No meio disso - a maçã
Que era o fruto proibido!
É o bicho mais burro o "home",
Pois tudo corria bem,
Ninguém roubava ninguém,
Ninguém trocava de nome,
Ninguém morria de fome,
Nem havia o diz que disse,
Foi preciso que existisse
Um asno nessa canaã:
-Adão comeu a maçã,
Embora Deus proibisse!
E a gente logo imaginava,
Pois tudo foi de improviso,
A sombra do paraíso
Coberto pela neblina,
A Eva - um florão de china,
O pai Adão - cabeludo,
Índio grosso - sem estudo,
Desajeitado - sem roupa,
Viu a maçã "dando" sopa
E comeu - com casca e tudo!
E formou-se a confusão,
Depois desse desacato,
A Eva se foi ao mato
E logo atrás o Adão,
Resultado - a punição
Que tanto transtorno encerra,
Veio a doença - veio a guerra,
Veio a miséria - a ganância,
E nasceu a discordância
Nos quatro cantos da terra!
E o Senhor disse ao Adão,
Já roído pelo desgosto:
Tu vais - com o suor do teu rosto,
Comer - de hoje em diante - o pão,
Sentir frio - dormir no chão,
A vida será uma luta,
Daí toda a lida bruta,
Decretada a cada um:
-Vivemos nesse zum-zum,
Só por causa de uma fruta!
E foi criado o inferno,
O verão - a primavera
O medo - a mentira - a fera,
A geada, o frio do inverno,
Além disso o padre eterno
Deixou que o homem sofresse,
Que amasse - que envelhecesse
E vivemos do serviço,
E - depois de tudo isso,
Só ia ao céu quem merecesse.
E seguiu a mesma farra,
Numa verdadeira afronta
E ninguém pagava a conta,
Cantando que nem cigarra,
Com cordeona - com guitarra,
A cousa seguiu fervendo,
Deus terminou compreendendo,
Ante a falta de respeito
Que a seguir daquele jeito,
O inferno acabava enchendo!
E mandou Nosso Senhor,
O Menino de Belém,
O que em cada Natal vem,
Trazer carinho e amor,
Mas o homem - pecador,
Ao qual o dólar seduz,
Não quis compreender a luz,
Da fé e da fraternidade,
Jesus falava em verdade
E o pregaram numa cruz!
Conta a Sagrada Escritura
E a gente acredita nela,
Que o Autor da mensagem bela,
De carinho e de ternura,
O que trazia alma pura,
Em todas as dimensões,
O Autor de mil sermões,
De montanha e descampado,
Acabou crucificado
No meio de dois ladrões!
E o homem que fez então,
Depois da morte sublime,
Ao invés de expiar o crime,
Num pedido de perdão,
Ou tentar a salvação,
Do inferno e da fogueira,
Chorando à sua maneira,
O Paraíso Perdido,
Muito embora arrependido,
Seguiu rondando a macieira...
Conheceu o que é preciso,
Entendeu o paraíso
Que era um lugaraço e tanto,
Na realidade o encanto
Dos tempos de antigamente,
Ali não havia doente,
Todo mundo era sadio,
Céu e campo - mato e rio
E primavera somente!
Que beleza de lugar,
Diz a sagrada escritura,
A lua de graça - água pura,
Sem beniagá a incomodar,
Sem imposto pra pagar,
Sem as filas - sem bandido,
Sem congresso - sem partido,
Ontem - hoje e amanhã,
No meio disso - a maçã
Que era o fruto proibido!
É o bicho mais burro o "home",
Pois tudo corria bem,
Ninguém roubava ninguém,
Ninguém trocava de nome,
Ninguém morria de fome,
Nem havia o diz que disse,
Foi preciso que existisse
Um asno nessa canaã:
-Adão comeu a maçã,
Embora Deus proibisse!
E a gente logo imaginava,
Pois tudo foi de improviso,
A sombra do paraíso
Coberto pela neblina,
A Eva - um florão de china,
O pai Adão - cabeludo,
Índio grosso - sem estudo,
Desajeitado - sem roupa,
Viu a maçã "dando" sopa
E comeu - com casca e tudo!
E formou-se a confusão,
Depois desse desacato,
A Eva se foi ao mato
E logo atrás o Adão,
Resultado - a punição
Que tanto transtorno encerra,
Veio a doença - veio a guerra,
Veio a miséria - a ganância,
E nasceu a discordância
Nos quatro cantos da terra!
E o Senhor disse ao Adão,
Já roído pelo desgosto:
Tu vais - com o suor do teu rosto,
Comer - de hoje em diante - o pão,
Sentir frio - dormir no chão,
A vida será uma luta,
Daí toda a lida bruta,
Decretada a cada um:
-Vivemos nesse zum-zum,
Só por causa de uma fruta!
E foi criado o inferno,
O verão - a primavera
O medo - a mentira - a fera,
A geada, o frio do inverno,
Além disso o padre eterno
Deixou que o homem sofresse,
Que amasse - que envelhecesse
E vivemos do serviço,
E - depois de tudo isso,
Só ia ao céu quem merecesse.
E seguiu a mesma farra,
Numa verdadeira afronta
E ninguém pagava a conta,
Cantando que nem cigarra,
Com cordeona - com guitarra,
A cousa seguiu fervendo,
Deus terminou compreendendo,
Ante a falta de respeito
Que a seguir daquele jeito,
O inferno acabava enchendo!
E mandou Nosso Senhor,
O Menino de Belém,
O que em cada Natal vem,
Trazer carinho e amor,
Mas o homem - pecador,
Ao qual o dólar seduz,
Não quis compreender a luz,
Da fé e da fraternidade,
Jesus falava em verdade
E o pregaram numa cruz!
Conta a Sagrada Escritura
E a gente acredita nela,
Que o Autor da mensagem bela,
De carinho e de ternura,
O que trazia alma pura,
Em todas as dimensões,
O Autor de mil sermões,
De montanha e descampado,
Acabou crucificado
No meio de dois ladrões!
E o homem que fez então,
Depois da morte sublime,
Ao invés de expiar o crime,
Num pedido de perdão,
Ou tentar a salvação,
Do inferno e da fogueira,
Chorando à sua maneira,
O Paraíso Perdido,
Muito embora arrependido,
Seguiu rondando a macieira...