Letra de Velha Gaita - Fábio Duzac
Velha Gaita
(José Hilário Retamozo/Pedro Ortaça)
Velha gaita de oito baixos, duas fieiras de botão
Minha teta de índio guacho, apojo da solidão
Num canto que me remacho, no mundo que é meu galpão
Contigo converso baixo segredos do coração
Minh'alma cresce e destapa tudo que herdei dos meus pais
Raiz da cepa farrapa e voz dos meus ancestrais
Um pampa bruto carrega no bojo das ressonâncias
Vento a soprar nas macegas e arvoredos nas estâncias
Velha gaita de oito baixos, duas fieiras de botão...
Resmungos de algum bochincho, rangir de couros e bastos
Saudade até de um relincho, rumor de chuva nos pastos
Cochichas, que sou um taita que entende dos teus segredos
Pois minha alma é uma gaita e está na ponta dos dedos
Velha gaita de oito baixos, duas fieiras de botão...
Velha gaita de oito baixos, duas fieiras de botão
Minha teta de índio guacho, apojo da solidão
Num canto que me remacho, no mundo que é meu galpão
Contigo converso baixo segredos do coração
Minh'alma cresce e destapa tudo que herdei dos meus pais
Raiz da cepa farrapa e voz dos meus ancestrais
Um pampa bruto carrega no bojo das ressonâncias
Vento a soprar nas macegas e arvoredos nas estâncias
Velha gaita de oito baixos, duas fieiras de botão...
Resmungos de algum bochincho, rangir de couros e bastos
Saudade até de um relincho, rumor de chuva nos pastos
Cochichas, que sou um taita que entende dos teus segredos
Pois minha alma é uma gaita e está na ponta dos dedos
Velha gaita de oito baixos, duas fieiras de botão...