Letra de Um Retrato da Saudade - Dionísio Costa
Disco A
01
De a Cavalo na Alegria
02
Quermesse no Povoado
03
Depois do Fim
04
Mestre Albino Manique
05
Pra Bailar na Cadeia
06
Pelos Bailes da Vida
07
Razão de Ser
08
Um Retrato da Saudade
09
Gauchinho de Setembro
10
Louquinho de Saudade
11
Tô Largando na Pernada
12
Bobeou, Perdeu
13
Só Mais Uma Cuia
14
De Volta Pra Casa
15
Teu Sorriso na Parede
16
Pedindo Vaza
17
Guria Loira
18
É Tudo Por Tua Conta
Um Retrato da Saudade
(Dionísio Costa/Sandro Amaral)
Vou caminhando a trote largo, vida afora
Porque o tempo apura o passo da idade
A juventude o mundo cutucou de espora
Pra embretar lá no potreiro da saudade
Por muitas vezes, no corredor da incerteza
Matei anseios pra poder cuidar da lida
E cabresteado pelo punho da tristeza
Eu deixei sonhos extraviados pela vida
Dentro da alma emoções da mocidade
Eu sinto ainda, mas não sei como se diz
Cada lembrança é um retrato da saudade
Daquele tempo que eu sonhava em ser feliz
Desde guri eu fui ao mundo sem ter medo
De não achar o rumo certo pra o futuro
Brinquei co’a sorte, pois nunca tive brinquedo
Na humildade de um homem prematuro
Hoje, olhando para o rosto do meu filho
Eu vejo os traços que há muito tempo perdi
A minha infância eu condenei ao exílio
Já sou alguém, mas nunca pude ser guri
Dentro da alma emoções da mocidade...
Vou caminhando a trote largo, vida afora
Porque o tempo apura o passo da idade
A juventude o mundo cutucou de espora
Pra embretar lá no potreiro da saudade
Por muitas vezes, no corredor da incerteza
Matei anseios pra poder cuidar da lida
E cabresteado pelo punho da tristeza
Eu deixei sonhos extraviados pela vida
Dentro da alma emoções da mocidade
Eu sinto ainda, mas não sei como se diz
Cada lembrança é um retrato da saudade
Daquele tempo que eu sonhava em ser feliz
Desde guri eu fui ao mundo sem ter medo
De não achar o rumo certo pra o futuro
Brinquei co’a sorte, pois nunca tive brinquedo
Na humildade de um homem prematuro
Hoje, olhando para o rosto do meu filho
Eu vejo os traços que há muito tempo perdi
A minha infância eu condenei ao exílio
Já sou alguém, mas nunca pude ser guri
Dentro da alma emoções da mocidade...