Letra de No Fandango das Chilenas - João Luiz Corrêa
Disco A
01
Eu Quero Também
02
No Fandango das Chilenas
03
Rachando as Paletas
04
De Quem Já Nasceu Pilchado
05
O Que Vai Ser
06
Só no Ditado
07
Nas Unhas de Um Graxaim
08
Um Cambicho na Internet
09
Rodeio de Tauras
10
Chinoca Morena
11
Fandango No Pagador
12
Um Cantinho De Saudade
13
Herança Campeira
14
De Campo e Lavoura
No Fandango das Chilenas
(João Luiz Corrêa e Dionísio Costa)
“Um maula corcoveador, do tipo arisco e ventena
Cismou de ser perigoso, me fez arrepiar as melenas
Ainda guardo na cachola o retrato daquela cena
Nesse drama abagualado, me vi dançando obrigado
No fandango das chilenas!”
Tinha que ser num domingo, que é quando eu monto a passeio
Prá rever um olhar moreno e um sorriso quando apeio
Como o pensamento voa, quando eu me grudo aos arreios
Fui pego desprevenido, por pouco que este bandido
Não me atora pelo meio!
Um redemoinho de vento me arrebanhou o chapéu
Foi o que bastou prá o louco, sair a campear o céu
Nem tive tempo prá o susto, no meio deste mundéu
Me vi nos braços da sorte e a cara feia da morte
Prá mim retirando o véu!
Te ajeita meu bagual véio! não adianta corcoveá
Te ajeita meu bagual véio! não adianta corcoveá
Tu carece de uma sova e eu só quero é namorá!
“Já no segundo corcovo, por instinto e precisão
Fui rezando preocupado, os pedaços de uma oração
Já sem as rédeas e o mango e as crinas cortando a mão
De espora e tapa eu batia, na bendita teimosa
De não abraçar o chão!”
Depois de uma meia hora, debaixo desta peleia
No barranco do lajeado, foi que eu vi a coisa feia
O maula trocou de ponta e eu passei entre as “orêia”
Montei de novo sem pena, quando eu cheguei na morena
Passava das onze e meia!
Cheguei na frente do rancho e apeei com desembaraço
Contei prá morena linda do que me aprontou o picaço
Ainda bem que ela merece todo o trabalho que passo
Meio rengo, esgualepado, fui recebido apertado
Com um dengoso e forte abraço!
“Um maula corcoveador, do tipo arisco e ventena
Cismou de ser perigoso, me fez arrepiar as melenas
Ainda guardo na cachola o retrato daquela cena
Nesse drama abagualado, me vi dançando obrigado
No fandango das chilenas!”
Tinha que ser num domingo, que é quando eu monto a passeio
Prá rever um olhar moreno e um sorriso quando apeio
Como o pensamento voa, quando eu me grudo aos arreios
Fui pego desprevenido, por pouco que este bandido
Não me atora pelo meio!
Um redemoinho de vento me arrebanhou o chapéu
Foi o que bastou prá o louco, sair a campear o céu
Nem tive tempo prá o susto, no meio deste mundéu
Me vi nos braços da sorte e a cara feia da morte
Prá mim retirando o véu!
Te ajeita meu bagual véio! não adianta corcoveá
Te ajeita meu bagual véio! não adianta corcoveá
Tu carece de uma sova e eu só quero é namorá!
“Já no segundo corcovo, por instinto e precisão
Fui rezando preocupado, os pedaços de uma oração
Já sem as rédeas e o mango e as crinas cortando a mão
De espora e tapa eu batia, na bendita teimosa
De não abraçar o chão!”
Depois de uma meia hora, debaixo desta peleia
No barranco do lajeado, foi que eu vi a coisa feia
O maula trocou de ponta e eu passei entre as “orêia”
Montei de novo sem pena, quando eu cheguei na morena
Passava das onze e meia!
Cheguei na frente do rancho e apeei com desembaraço
Contei prá morena linda do que me aprontou o picaço
Ainda bem que ela merece todo o trabalho que passo
Meio rengo, esgualepado, fui recebido apertado
Com um dengoso e forte abraço!