Letra de Querência Vazia - Os Tiranos
Disco A
01
Cancioneiro das Coxilhas
02
Bailando o Chamamé
03
Paleteando
04
De Um Canto Saudade
05
Eu Sou Da Serra
06
Brasil de Bombacha
07
Gaúchos do Litoral
08
Querência Vazia
09
Fim de Semana
10
São Francisco é Terra Boa
11
Lida Bruta
12
A Minha Gente do Sul
13
Gaúcho e Tanto
14
De Sangue Catarinense
15
Esse Teu Geito
16
Aqui No Potreiro Velho
17
Rodeio da Saudade
Querência Vazia
A brisa que abana o pala é aquela mesma
Que foi repontar aguadas no chovedor
Meu zaino apura o passo rumando o rancho
Na pressa de quem retorna pro seu amor
Não sabe que mi'a querência está vazia
Que não apeio no campo pra levar flor,
Que a espera com mate pronto e o beijo doce
É muito pra lida rude de um domador.
Por isso é que saio a esmo, taureando o frio,
Levando o meu carinho prestas paisanas
E mesmo sempre rodeado nos rancherios
Eu lembro dos verdes olhos da mia serrana.
As coplas que vou cantando no corredor
Emponcham velhos recuerdos de um tempo lindo
Depois de levar uns grampos pro alambrador
Me vou preparar as pilchas preste domingo
Meu deus como fica triste esse tal outono
Quando a gente repara que está solito
As noites ficam compridas pra pouco sono
E o dia vem carregado no seu tranquito
Eu hoje estava pensando em dar um rumo
Na função de quebrar queixo a vida inteira
Talvez eu arrume uns pilas sem me judiar
Chibeando pelas barrancas lá da fronteira
Qual nada pois se nasci pra ventania
Vou morrer dobrando as copas dos pinheirais
E se hoje a minha querência está vazia
Quem sabe daqui apouquito não esteja mais.
Que foi repontar aguadas no chovedor
Meu zaino apura o passo rumando o rancho
Na pressa de quem retorna pro seu amor
Não sabe que mi'a querência está vazia
Que não apeio no campo pra levar flor,
Que a espera com mate pronto e o beijo doce
É muito pra lida rude de um domador.
Por isso é que saio a esmo, taureando o frio,
Levando o meu carinho prestas paisanas
E mesmo sempre rodeado nos rancherios
Eu lembro dos verdes olhos da mia serrana.
As coplas que vou cantando no corredor
Emponcham velhos recuerdos de um tempo lindo
Depois de levar uns grampos pro alambrador
Me vou preparar as pilchas preste domingo
Meu deus como fica triste esse tal outono
Quando a gente repara que está solito
As noites ficam compridas pra pouco sono
E o dia vem carregado no seu tranquito
Eu hoje estava pensando em dar um rumo
Na função de quebrar queixo a vida inteira
Talvez eu arrume uns pilas sem me judiar
Chibeando pelas barrancas lá da fronteira
Qual nada pois se nasci pra ventania
Vou morrer dobrando as copas dos pinheirais
E se hoje a minha querência está vazia
Quem sabe daqui apouquito não esteja mais.