Letra de Batendo Água - Garotos de Ouro
Disco A
01
Quebradeira
02
Me Bate Nega Veia
03
O Socadão
04
Rei Do Batidão
05
Pra Viver Esse Amor
06
Filha do Gaiteiro
07
Irmãos e Amigos
08
Esqueci
09
Bica Meu Galo
10
Ôh Saudade!
11
Bem na Moda da Fronteira
12
S.O.S. Coração
13
Bailezito
14
Paixão Campeira
15
Obrigado Patrão Velho
16
Abertura
17
Segredos do Meu Cambicho
18
Entrando no M’bororé
19
Gaúcho Forte
20
Batendo Água
21
Procurando Cambicho
22
Veterano
23
Na Baixada do Manduca
24
Pau Que Dá Cavaco
25
Esta Saudade
26
Gaitita
27
Domando a Cordeona
28
Não Podemo Se Entrega Pros Home
29
Baile do Sapucay
30
Rastro da História
31
Tertúlia
32
Gaita e Gaiteiro
33
Tempo de Agradecer
Batendo Água
Meu poncho emponcha lonjuras batendo água
E as águas que eu trago nele eram pra mim
Asas de noite em meus ombros sobrando casa
Longe das casas ombreada a barro e capim.
Faz tempo que não emalo meu poncho inteiro
Nem abro as asas de noite pra um sol de abril
Faz muitos dias que eu venho bancando o tino
Das quatro patas do zaino pechando o frio.
Trocam um compasso de orelha a cada pisada
No mesmo tranco da várzea que se encharcou
Topa nas abas sombreras que em outros ventos
"guentaram" as chuvas de agosto que deus mandou.
Meu zaino garrou da noite o céu escuro
E tudo o que a noite escuta é seu clarim
De patas batendo n'água depois da várzea,
Freios e rosetas de esporas no mesmo trim!
Falta distância de pago e sobra cavalo
Na mesma ronda de campo que o céu desagua
Que tem um rumo de rancho pras quatro patas
Bota seu mundo na estrada batendo água;
Porque se a estrada me cobra, pago seu preço
E desabrigo o caminho pra o meu sustento
Mesmo que o mundo desabe num tempo feio
Sei o que a asas do poncho trazem por dentro.
E as águas que eu trago nele eram pra mim
Asas de noite em meus ombros sobrando casa
Longe das casas ombreada a barro e capim.
Faz tempo que não emalo meu poncho inteiro
Nem abro as asas de noite pra um sol de abril
Faz muitos dias que eu venho bancando o tino
Das quatro patas do zaino pechando o frio.
Trocam um compasso de orelha a cada pisada
No mesmo tranco da várzea que se encharcou
Topa nas abas sombreras que em outros ventos
"guentaram" as chuvas de agosto que deus mandou.
Meu zaino garrou da noite o céu escuro
E tudo o que a noite escuta é seu clarim
De patas batendo n'água depois da várzea,
Freios e rosetas de esporas no mesmo trim!
Falta distância de pago e sobra cavalo
Na mesma ronda de campo que o céu desagua
Que tem um rumo de rancho pras quatro patas
Bota seu mundo na estrada batendo água;
Porque se a estrada me cobra, pago seu preço
E desabrigo o caminho pra o meu sustento
Mesmo que o mundo desabe num tempo feio
Sei o que a asas do poncho trazem por dentro.