Letra de Nostalgia de Guri - Marcelo Oliveira
Disco A
01
Da Estância Veia
02
Campeiros
03
Pra os Olhos de Quem Madruga
04
Campo e Luz
05
Estampa Domingueira
06
Erguendo a Pátria nos Tentos
07
Daquele Galpão da Infância
08
O Mesmo Sol
09
De Amar e Ser
10
Ritual de Recorrida
11
Nostalgia de Guri
12
Quando o Junho se Entona
13
Num Posto da Santa Fé
14
Arma de Guerra
15
Algum Carinho nas Mãos
Nostalgia de Guri
Quem foi guri que se criou pela campanha
Correndo os campos com açudes de aguada
Fazendo arte no arvoredo e na mangueira
Enquanto os homens descansavam na sesteada
Enforquilhado aquele flete de taquara
Eternizado na lembrança de um poeta
Ou num petiço pras lonjuras do colégio
Onde a estrada se estendia em cancha reta
Quem traz em si esse guri que trago em mim
Sabe que o tempo não apaga da memória
Toda a doçura que a infância nos concede
Do mel campeiro, das pitangas e amoras
Quem não despiu com um olhar a prima-flor
Musa campeira no compasso do chinelo
Que por ser bela, em seu corpo de mulher,
Tinha ressábios de uma vara de marmelo
E as brincadeiras e cirandas no terreiro
Sempre que a lua iluminava o chão batido
Do pai campeiro em seu semblante de homem sério
E a mãe bordando pra os enfeites de um vestido
A cada dia que eu ficava mais taludo
Vendo a querência renascer sob auroras
Fui aprendendo a respeitar cabelos brancos
E pra que servem um bocal e um par de esporas
Correndo os campos com açudes de aguada
Fazendo arte no arvoredo e na mangueira
Enquanto os homens descansavam na sesteada
Enforquilhado aquele flete de taquara
Eternizado na lembrança de um poeta
Ou num petiço pras lonjuras do colégio
Onde a estrada se estendia em cancha reta
Quem traz em si esse guri que trago em mim
Sabe que o tempo não apaga da memória
Toda a doçura que a infância nos concede
Do mel campeiro, das pitangas e amoras
Quem não despiu com um olhar a prima-flor
Musa campeira no compasso do chinelo
Que por ser bela, em seu corpo de mulher,
Tinha ressábios de uma vara de marmelo
E as brincadeiras e cirandas no terreiro
Sempre que a lua iluminava o chão batido
Do pai campeiro em seu semblante de homem sério
E a mãe bordando pra os enfeites de um vestido
A cada dia que eu ficava mais taludo
Vendo a querência renascer sob auroras
Fui aprendendo a respeitar cabelos brancos
E pra que servem um bocal e um par de esporas