Letra de Esse Jeito de Domingo - Luiz Marenco
Disco A
01
Todo o Meu Canto
02
Filosofia de Andejo
03
Quando Alguém Vem na Estrada
04
Enchendo os Olhos de Campo
05
Andarilho
06
Meus Amores
07
Senhor das Manhãs de Maio
08
Sonho em Flor
09
Pra o Meu Consumo
10
Funeral de Coxilha
11
Um Vistaço na Tropa
12
Rincão dos Touros
13
Pra os Dois Dias Que Vem
14
Esse Jeito de Domingo
15
Milongão Pra Assobiar Desencilhando
16
Quando o Verso Vem Pras Casa
17
Batendo Água
Esse Jeito de Domingo
Lá vem natalício perdomo
No seu moro destapado
E um ovelheiro do lado
Costeando a franja do pala
Será que andou de cismado
Numa bailanta argentina
Com alguma correntina
De pêlo amorenado?
Ou uma milonga campeira
Mesclada com uma carreira
Lhe pealou pelo sombreado
De um capão de pitangueira?
Quem sabe as suas razões
De andejar nos domingos
São as mesmas desses índios
Que habitam os galpões?
Que fazem as solidões
Se multiplicarem nos cascos
De um mouro negro ou picasso
Pra os olhos de alguma china
Não é só a geografia
Deste meu povo de campo
Mas também fisionomia
De quem tem seu próprio canto
E alimenta suas raízes
Com jujos da própria alma
Filosfias de calma
Paciência de acalanto
Este meu povo de campo
De geratrizes antigas
Mistura de pulperias
Ternura mansa de rancho
Tem memoriais escondidos
Nas dobraduras do arreio
E andar dos pastoreios
Esparramando cultura
No seu moro destapado
E um ovelheiro do lado
Costeando a franja do pala
Será que andou de cismado
Numa bailanta argentina
Com alguma correntina
De pêlo amorenado?
Ou uma milonga campeira
Mesclada com uma carreira
Lhe pealou pelo sombreado
De um capão de pitangueira?
Quem sabe as suas razões
De andejar nos domingos
São as mesmas desses índios
Que habitam os galpões?
Que fazem as solidões
Se multiplicarem nos cascos
De um mouro negro ou picasso
Pra os olhos de alguma china
Não é só a geografia
Deste meu povo de campo
Mas também fisionomia
De quem tem seu próprio canto
E alimenta suas raízes
Com jujos da própria alma
Filosfias de calma
Paciência de acalanto
Este meu povo de campo
De geratrizes antigas
Mistura de pulperias
Ternura mansa de rancho
Tem memoriais escondidos
Nas dobraduras do arreio
E andar dos pastoreios
Esparramando cultura