Letra de Mal Farquejado - Baitaca
Baitaca
CD Marca de Campo 2009
Disco A
01
Marca De Campo
02
Pedido de um Pai pra um Filho
03
Pra Ser Campeiro
04
Secretário de Obra
05
Mal Farquejado
06
Galpão Crioulo
07
Tropeando o Passado
08
Coiceando a Cola
09
Surungo de Grota
10
Pra Que Eu Quero Voltar?
11
Pinto Papudo
12
Vivo Contente Por Sentir Saudade
13
Andejo
14
Campereada
15
Bugio Foragido
Mal Farquejado
Minha cantiga tem cheiro de pasto e chão
E no garrão trago a pá das minhas esporas
Chapéu quebrado na testa pronto pra um grito de guerra
Pra cantar a minha terra não tem dia e não tem hora
Meu verso ninguém explora que eu empaco e me boleio
E meu canto é que nem rio cheio
Cresce e bufa campo a fora
Sou um palanque de puro cerne cravado
Mal falquejado e não apodreço no chão
Cantando agradeço a deus
Pelo dom da natureza
E essa voz sai com certeza
Na garganta desse peão
Sou faísca de um tição
De algum fogo galponeiro
E nesse compasso campeiro
Eu não vou frouxar o garrão
Sou índio taura que respeita os meus amigos
Vejo perigo saio rolando na poeira
Pode ser um tipo atoa
Que eu respeito e não debocho
Se me apertar eu não frouxo
Nem no plaino e na ladeira
Sou da terra missioneira
Abram cancha pro Baitaca
Que ainda não foi feita a faca
Pra falquejar essa tronqueira
(De ser xucro e aporreado
Isso são defeitos meus
Quem não gostar do meu jeito
Que vá se acertar com Deus)
E no garrão trago a pá das minhas esporas
Chapéu quebrado na testa pronto pra um grito de guerra
Pra cantar a minha terra não tem dia e não tem hora
Meu verso ninguém explora que eu empaco e me boleio
E meu canto é que nem rio cheio
Cresce e bufa campo a fora
Sou um palanque de puro cerne cravado
Mal falquejado e não apodreço no chão
Cantando agradeço a deus
Pelo dom da natureza
E essa voz sai com certeza
Na garganta desse peão
Sou faísca de um tição
De algum fogo galponeiro
E nesse compasso campeiro
Eu não vou frouxar o garrão
Sou índio taura que respeita os meus amigos
Vejo perigo saio rolando na poeira
Pode ser um tipo atoa
Que eu respeito e não debocho
Se me apertar eu não frouxo
Nem no plaino e na ladeira
Sou da terra missioneira
Abram cancha pro Baitaca
Que ainda não foi feita a faca
Pra falquejar essa tronqueira
(De ser xucro e aporreado
Isso são defeitos meus
Quem não gostar do meu jeito
Que vá se acertar com Deus)