Letra de Veterano - João Luiz Corrêa
Disco A
01
De Como Cantar um Flete
02
Bem Desse Jeito Que Sou
03
Se For Falar em Cavalo
04
Bem Vindo ao Rio Grande
05
Levando o Sul nos Arreios
06
Mensalinho
07
Minha Fazenda
08
Pau Que Dá Cavaco
09
Montando de Sul a Norte
10
Do Meu Jeito
11
China Atrevida
12
Xixando
13
Aconteceu Comigo
14
Pra Rever a Namorada
15
Alma e Campeirismo
16
Força do Sul
17
Canção Para Um Peão Solito
18
Sonhos
19
Pago Dileto
20
Prece Telúrica
21
Veterano
22
Meu Canto
23
Na Baixada do Manduca
24
Prece
25
Saudade do Compadre
26
Minha Infância
Veterano
Está findando o meu tempo,
A tarde encerra mais cedo
Meu mundo ficou pequeno
E eu sou menor do que penso
O bagual tá mais ligero
O braço fraqueja, as vezes,
Demora mais do que quero
Mas alço a perna sem medo.
Encilho o cavalo manso
Mas boto o laço nos tentos.
Se a força falta no braço,
Na coragem me sustento!
Refrão:
Se lembro os tempos,
De quebra, a vida volta pra trás
Sou bagual que não se entrega
Assim no más!
Nas manhãs de primavera
Quando vou para rodeio
Sou menino de alma leve
Voando sobre os pelegos,
Cavalo do meu potreiro
Mete a cabeça no freio
Encilho no parapeito,
Mas não ato e nem maneio!
Se desencilho o pelego
Cai no banco onde me sento
Água quente e erva buena
Para matear em silêncio!
Neste fogo onde me aguento
Remôo as coisas que penso
Repasso o que tenho feito
Para ver o que mereço,
Quando chegar meu inverno
Que me vem branqueando o cerro
Vão me encontrar, venta aberta
De coração estreleiro.
Muy carregados dos sonhos
Que habitam o meu peito
E que irão morar comigo
No meu novo paradeiro!
A tarde encerra mais cedo
Meu mundo ficou pequeno
E eu sou menor do que penso
O bagual tá mais ligero
O braço fraqueja, as vezes,
Demora mais do que quero
Mas alço a perna sem medo.
Encilho o cavalo manso
Mas boto o laço nos tentos.
Se a força falta no braço,
Na coragem me sustento!
Refrão:
Se lembro os tempos,
De quebra, a vida volta pra trás
Sou bagual que não se entrega
Assim no más!
Nas manhãs de primavera
Quando vou para rodeio
Sou menino de alma leve
Voando sobre os pelegos,
Cavalo do meu potreiro
Mete a cabeça no freio
Encilho no parapeito,
Mas não ato e nem maneio!
Se desencilho o pelego
Cai no banco onde me sento
Água quente e erva buena
Para matear em silêncio!
Neste fogo onde me aguento
Remôo as coisas que penso
Repasso o que tenho feito
Para ver o que mereço,
Quando chegar meu inverno
Que me vem branqueando o cerro
Vão me encontrar, venta aberta
De coração estreleiro.
Muy carregados dos sonhos
Que habitam o meu peito
E que irão morar comigo
No meu novo paradeiro!